"A própria Condoleezza Rice teria que responder algumas perguntas: Quantos norte-americanos têm perdido a vida como consequência de bombas enviadas por Cuba? Nalguma ocasião foi quebrado algum tijolo devido a um engenho explosivo procedente do nosso país? Porquê somos incluídos na grotesca lista de países terroristas, em que se ameaça acrescentar arbitrariamente à Venezuela? Quem usou o terrorismo contra nossa pátria para destruir aviões em pleno voo, provocar sabotagens, invasões mercenárias e ameaças de bombardeios e guerras, bloqueio econômico e ações que têm costado milhares de vidas e centenas de milhares de milhões de dólares? Quem vai acreditar em você e em Bush? Porquê é que se empenham em provocar guerras fratricidas entre os povos da América Latina? (...) No Iraque morreu mais de um milhão de pessoas. Quantos mortos oferecem os Estados Unidos à América Latina, uma região de mais de 500 milhões de habitantes, para defender sua democracia e seu império?".

"O fato real é que Bush e seu grupo estão mais encalhados pelos erros de política externa do que o próprio Nixon quando renunciou em 1972. A sangrenta guerra do Iraque e a rejeição da população dos Estados Unidos, o preço em vidas humanas, o número elevadíssimo de feridos e mutilados por cada falecido na aventura bélica, mostram uma situação plena de contradições: a deteriorada imagem dos Estados Unidos e a impossibilidade de renunciar às guerras de conquista pelas matérias-primas, o dólar e o preço do ouro, a desvalorização da moeda e a inflação, o consumismo e a incapacidade de auto abastecer-se de bens de consumo, a produção de etanol e a escassez mundial de alimentos, os métodos fascistas e a demagogia democrática, as práticas de tortura e os cárceres secretos e os direitos humanos; a poluição ambiental máxima do país e o direito da espécie à sobrevivência; os benefícios da ciência para a saúde e o uso da mesma para liquidar ou invalidar massivamente os seres humanos; o roubo de cérebros e o subdesenvolvimento dos países pobres, o preço do petróleo e o esbanjamento cada vez maior de energia; as eleições de Novembro e os latinos que em número crescente morrem na fronteira. (...) A lista seria interminável. É, na essência, uma contradição entre a vida e a morte".

"Se o império conseguisse obter novamente o controle de Cuba, não ficaria nem sequer uma só das escolas de estudos superiores criadas pela Revolução para oferecer esse direito a todos os jovens; a maioria seria enviado a cortar cana; é sua política declarada. Tentaria roubar os talentos artísticos e científicos já criados, como o faz com o resto dos países de nosso hemisfério. Dispor de mais de 70 mil especialistas em Medicina Geral Integral e outras centenas de milhares de profissionais, ajudar a outros entre os mais pobres e exportar serviços, é um pecado que não se pode tolerar a um povo do Terceiro Mundo. Afinal, temos resistido seu bloqueio, suas agressões e seus brutais atos de terrorismo durante quase meio século".

“O que jamais poderão imaginar aqueles que cometem grandes crimes contra os povos na embriaguez de sua impunidade e no caráter efêmero de seu poder, acontece que a verdade sempre se abre passo mais cedo ou mais tarde...”

“Nunca será suficiente  o que se diga sobre o cinismo da política dos Estados Unidos da América, que inclui  Cuba na lista de países terroristas, aplica a Lei assassina de Ajuste Cubano com carácter exclusivo a nossa nação, e a bloqueia economicamente, proibindo inclusive a venda de equipamentos médicos e medicamentos.”

"Certo é que a Revolução cubana não teve um minuto de paz. Apenas foi decretada a Reforma Agrária, antes de completar-se o quinto mês do triunfo revolucionário, começaram os planos e ações de sabotagem, incêndios, obstruções e emprego de meios químicos daninhos contra o país. Estes incluíram pragas contra produções vitais e, inclusive, contra a saúde humana."

“E assim, ao despedir aos caídos de hoje, a esses soldados e operários não tenho outra ideia para dizer adeus, se não a ideia que simboliza esta luta e que simboliza o que hoje é nosso povo. Descansem juntos, em paz; juntos operários e soldados, juntos nos seus túmulos, como juntos lutaram, como juntos morreram e como juntos estamos dispostos a morrer”