"É preciso formar os médicos que necessitam os campos, as aldeias, os bairros marginais e pobres das cidades do Terceiro Mundo. Inclusive nos países imensamente ricos, como os Estados Unidos, dezenas de milhões de afro-americanos, índios, imigrantes latinos, haitianos e outros, carecem de programa e de atendimento médico".

"Nossos médicos, nossos cientistas, nossos químicos farmacêuticos, e nomeadamente os que fazem parte do Contingente “Henry Reeve”, devem conhecer o máximo possível sobre a Aids, sobre os métodos mais eficientes para combatê-la, e sobretudo que tais métodos se adaptem às condições concretas de cada país".

"O Contingente “Henry Reeve” pode não só apoiar a população em casos de furacões, enchentes e outros desastres naturais similares. Determinadas epidemias constituem verdadeiros desastres naturais e sociais."

"As dezenas de milhares de especialistas em Medicina Geral Integral, bem como os Licenciados em Enfermagem e Tecnólogos da Saúde cubanos que cumprem ou já cumpriram missões no exterior, constituem uma reserva inesgotável para o Contingente “Henry Reeve”."

"Graduar-se de médico é abrir as portas de um longo caminho que conduz à mais nobre atividade que um ser humano pode fazer pelos demais".

“Na história de nossa juventude sempre estiveram esses estudantes de medicina, e esses estudantes de medicina lutaram contra os governos”.

"Cuba, preocupada desde o triunfo da Revolução pela formação de médicos, de professores e de pessoal de outras profissões, com menos de 12 milhões de habitantes, conta atualmente com mais especialistas em Medicina Geral Integral que os médicos dos quais dispõe a África subsaariana, com mais de 700 milhões de habitantes."

"Numa aldeia da África – como já dissemos e diremos todas as vezes que for necessário-, um médico internacionalista cubano pode formar simultaneamente vários excelentes médicos, no maior laboratório do mundo, que é a comunidade e nela combater as doenças concretas de cada região específica da África. Os livros que esse médico tenha servirão como um fundo comum de conhecimentos".

"Os médicos e o resto dos profissionais e técnicos da saúde cubana constituem uma força excepcional. Nenhum país tem algo semelhante; da mesma forma que os soldados internacionalistas da nossa ilha, formaram-se no combate. Suas missões no estrangeiro ajustam-se a rigorosas normas éticas. Os seus serviços são oferecidos gratuitamente ou se comercializam, segundo as circunstâncias do país receptor. Eles não são exportáveis. No entanto, os livros não são suficientes. Não basta que nas bibliotecas existam suficientes para as consultas incessantes que são realizadas. Faz falta que cada um de nossos profissionais da saúde tenha um texto clássico de sua especialidade e se desempenha ou pratica dois, três ou mais missões no hospital ou na policlínica, deve ter um exemplar clássico de cada uma delas".

"Em Timor-leste, que antes da independência sofreu genocídio, surgiram conflitos internos apoiados por Austrália que, aliada dos Estados Unidos, apropriou-se dos campos de gás, nas proximidades das costas timorenses. Em nenhuma circunstância os médicos cubanos abandonaram seus pacientes, que eram todos os habitantes da pequena nação. Ali ficou o pessoal que os substituiu. Esses sim são médicos e formados cubanos, dos quais há milhares, que o império faz esforços inacreditáveis por subornar, alcançando exíguos resultados. Nenhum outro país do hemisfério ocidental ou do mundo possui semelhante riqueza. Hoje formamos centenas de jovens timorenses nas nossas faculdades de Medicina. Os médicos que acabam de regressar são um exemplo do que pode a consciência".

"Para os povos e governos da América Latina será uma prova de fogo. Para nossos médicos e educadores, qualquer coisa que aconteça no país onde desempenham seu nobre e pacífico trabalho, também o será. Eles, perante situações de perigo, não abandonarão seus pacientes e alunos".

 

"Meditava sobre a magnitude da nossa cooperação não apenas na Bolívia, mas também em Haiti, no Caribe, em vários países da América Central e na América do Sul, África, e até na longínqua Oceania, a 20 mil quilômetros de distância. Lembrava igualmente as missões da Brigada Henry Reeve, em casos de graves emergências, viajando nos nossos próprios aviões, transportando pessoal e outros recursos. O milhão de operados da vista, gratuitamente, cada ano na América Latina e no Caribe de que temos falado, não está longe de ser alcançado. Podem acaso competir os Estados Unidos com Cuba?"