"A crise terá um especial impacto negativo na luta pelo desenvolvimento sustentável, na preservação do meio ambiente e na proteção da natureza, frente à impiedosa destruição a que está sendo submetida, e que provoca o envenenamento das águas e da atmosfera, a destruição da camada de ozônio, a destruição das florestas, a desertificação e a extinção de animais e plantas. Como é possível que não se leve isso em consideração para nada?"

"Há apenas 30 anos, pouquíssimas pessoas no mundo mencionavam o meio ambiente. Os conceitos ou temas relacionados com a destruição das florestas, a erosão e salinização dos solos, as mudanças de clima, a camada de ozônio em extinção, enormes massas de gelo derretendo-se, cidades e nações inteiras condenadas a fatalmente desaparecer sob o mar, ar e águas contaminadas, mares superexplorados pareciam invenções de cientistas catastrofistas, e não realidades palpáveis".

Frente às mudanças de clima, às afetações ao meio ambiente ocasionadas por outros, às crises econômicas, às epidemias e aos ciclones, nossos recursos materiais, científicos e técnicos são cada vez mais abundantes. A proteção de nossos cidadãos ocupará sempre o primeiro lugar em nossos esforços. Nada terá prioridade sobre isso.

"(...) há muitas coisas que hoje ameaçam a vida do planeta, além das guerras, as mudanças no clima, a destruição da camada de ozônio, o aquecimento da atmosfera, o envenenamento da atmosfera, dos rios e dos mares, que ameaçam a vida de todo o planeta, e nisso todos os povos do mundo têm uma causa comum com os latino-americanos, com os norte-americanos e com os europeus".

Sob os desígnios e a ideologia de uma ordem econômica diabólica e caótica, em cinco ou seis décadas mais, as sociedades de consumo terão esgotado as reservas provadas e prováveis de combustíveis fósseis, e terão consumido, em apenas 150 anos, o que o planeta levou 300 milhões de anos para criar.

De meu ponto de vista, não há tarefa mais urgente que criar uma consciência universal, levar o problema à massa de bilhões de homens e mulheres de todas as idades, incluídas as crianças, que povoam o planeta. As condições objetivas e os sofrimentos enfrentados pela imensa maioria deles criam as condições subjetivas para a tarefa de conscientização.

"O fato real é que Bush e seu grupo estão mais encalhados pelos erros de política externa do que o próprio Nixon quando renunciou em 1972. A sangrenta guerra do Iraque e a rejeição da população dos Estados Unidos, o preço em vidas humanas, o número elevadíssimo de feridos e mutilados por cada falecido na aventura bélica, mostram uma situação plena de contradições: a deteriorada imagem dos Estados Unidos e a impossibilidade de renunciar às guerras de conquista pelas matérias-primas, o dólar e o preço do ouro, a desvalorização da moeda e a inflação, o consumismo e a incapacidade de auto abastecer-se de bens de consumo, a produção de etanol e a escassez mundial de alimentos, os métodos fascistas e a demagogia democrática, as práticas de tortura e os cárceres secretos e os direitos humanos; a poluição ambiental máxima do país e o direito da espécie à sobrevivência; os benefícios da ciência para a saúde e o uso da mesma para liquidar ou invalidar massivamente os seres humanos; o roubo de cérebros e o subdesenvolvimento dos países pobres, o preço do petróleo e o esbanjamento cada vez maior de energia; as eleições de Novembro e os latinos que em número crescente morrem na fronteira. (...) A lista seria interminável. É, na essência, uma contradição entre a vida e a morte".

“ Há muito tempo que o meio ambiente está comprometido. Poderá nossa espécie ultrapassar essa barreira?”

“A nível mundial e valor constante, as despesas militares se dobraram nos últimos 10 anos como se não existisse perigo algum de crise. Nestes momentos é a indústria mais próspera do planeta”.

“As centenas de bases militares instaladas em dezenas de países de todos os continentes, seus porta-aviões e suas frotas navais, seus milhares de armas nucleares, suas guerras de conquista, seu complexo militar industrial e seu comércio de armas, são incompatíveis com a sobrevivência de nossa espécie. As sociedades de consumo são igualmente incompatíveis com a idéia do crescimento econômico e um planeta limpo”.

"Os povos têm que lutar para proteger não já a sua economia, seus direitos; têm que lutar para defender sua própria sobrevivência. Ao meio ambiente o varrem, o destroem. Há apenas um ano passou o furacão Mitch pela América Central com efeitos devastadores, e agora vemos as imagens de enchentes colossais, uma mudança climática visível e que já não nega ninguém, a quem afeta primeiro que a ninguém? Aos países mais pobres, aos países do Terceiro Mundo."

“Por outro lado, não posso deixar de pensar em um mundo, no qual mais de um terço da população não tem atendimento médico e de remédios essenciais para garantir a saúde, situação que se vai agravar na medida em que a mudança climática, a escassez da água e de alimentos seja cada vez maior em um mundo globalizado onde a população cresce, as florestas desaparecem, a terra agrícola diminui, o ar se torna irrespirável e a espécie humana que o habita – que surgiu há menos de 200 mil anos, isto é, 3 500 milhões de anos depois que surgiram as primeiras formas de vida no planeta – corre o risco real de desaparecer como espécie.”