Nossa delegação viveu nesta manhã de hoje uns instantes de muita alegria, de muita emoção, com motivo deste encontro com os trabalhadores. Dos trabalhadores temos escutado palavras muito calorosas e muito belas ao mesmo tempo, e acima de tudo, muito sinceras. Da operária, do contramestre chefe, do diretor, do companheiro secretário do comitê industrial e da companheira secretária da organização de base do combinado.
Querido companheiro Nikita Jruschev;
Queridos trabalhadores deste novo combinado têxtil:
Nossa delegação viveu nesta manhã de hoje uns instantes de muita alegria, de muita emoção, com motivo deste encontro com os trabalhadores. Dos trabalhadores temos escutado palavras muito calorosas e muito belas ao mesmo tempo, e acima de tudo, muito sinceras. Da operária, do contramestre chefe, do diretor, do companheiro secretário do comitê industrial e da companheira secretária da organização de base do combinado.
Não sei o que vocês estarão pensando. Possivelmente estarão pensando nas coisas de Cuba, com motivo de nossa presença aqui, das palavras fraternais dos dirigentes e das palavras dos companheiros que falaram. Possivelmente estariam pensando como é Cuba, se faz muito sol em Cuba.
Contudo, eu pensava outra coisa. Com motivo de todas as impressões recebidas aqui nesta fábrica, pensava na URSS, na bela história da União Soviética, de seu povo, de seu partido comunista, das lutas do povo soviético, do trabalho abnegado de seu povo e os triunfos tão extraordinários que tem atingido o povo soviético. Tudo o que se vê hoje na União Soviética é a confirmação da fé extraordinária e da confiança que Lenin tinha em seu partido e em seu povo.
O companheiro Nikita Jruschev nos contava como eram os esforços dos primeiros tempos, como foi a primeira hidrelétrica, que tinha 50 mil kilowatts, como todos os soviéticos daquele tempo festejaram o triunfo, quando conseguiram construir essa primeira usina hidrelétrica. E já hoje a União Soviética está construindo hidrelétricas de 5 e 6 milhões de kilowatts. E naquele tempo o plano era de 1,5 milhão de kilowatts. Já se podem produzir dez milhões.
E assim é absolutamente em tudo. Esta usina, por exemplo, é uma fábrica bem moderna, quando a gente observa essas máquinas, quando a gente observa esses teares, como a produtividade do trabalho tem aumentado, lembra dos tempos dos primeiros trabalhadores, os que faziam tudo com suas mãos e viviam muito pobremente, muito explorados. Depois se desenvolveram as máquinas e as máquinas estavam ao serviço dos exploradores.
Aqui não se trata só de que se veja uma grande usina, uma fábrica muito moderna, de trabalhadores que estão produzindo cem ou duzentas vezes o que antes, mas são fábricas que pertencem, que produzem para os trabalhadores; são fábricas que contribuem com recursos para as indústrias dos trabalhadores, não para os fundos dos capitalistas.
E dessa forma, a cidade de Kalinin, como acaba de dizer seu secretário, já entregou 540 milhões ao Soviete e tem elevado a meta até 900 milhões, quantia que vai ser investida no grande plano...
NIKITA S. JRUSCHEV.— Um bilhão, ele disse um bilhão e assim nós o registramos.
COMANDANTE FIDEL CASTRO.— Eu acho que sim, eu acho que ele disse 900, mas estava pensando em um bilhão.
NIKITA S. JRUSCHEV.— Ele pensava em um bilhão e disse 900 milhões e pode ser um bilhão, de modo que não somente podem ser, mas que simplesmente é um bilhão.
COMANDANTE FIDEL CASTRO.— E isso vai ser investido na indústria química, em novas usinas, em novas riquezas para o povo trabalhador soviético. Nós, em outra fábrica, que visitamos hoje, vimos como a celulose era convertida em fibra e como se convertiam em fibras os produtos sintéticos derivados do petróleo.
O companheiro Nikita nos dizia: Essa é a química, química, química.
O companheiro Jruschev diz, com muita razão: “Para construir o comunismo é preciso desenvolver a química até o máximo”, porque como ele diz: “O comunismo significa que todos tenham absolutamente o que precisem de roupa, de sapatos e de bens materiais. Quantos rebanhos seriam precisos para conseguir todas as peles, todas as fibras que são necessárias para toda a roupa e todos os sapatos?”
E isso é verdade, nós, por exemplo, em nosso país temos uns seis milhões de cabeças de gado, quase uma cabeça de gado per capita; contudo, depois que a Revolução triunfou, depois que os trabalhadores tiveram dinheiro para comprar sapatos, não são suficientes todas as peles que se produzem em Cuba, e há muitos países que têm muito menos gado do que nós.
Indiscutivelmente que se se quer vestir e calçar a humanidade toda, é preciso o desenvolvimento da química. E os de Kalinin vão contribuir com um bilhão de rublos para o desenvolvimento deste programa.
Isso tem muito mérito, porque Kalinin não é uma cidade muito grande. Disseram-me que tinha 200 mil ou 300 mil habitantes.
NIKITA S. JRUSCHEV.— Duzentos e oitenta e cinco mil.
COMANDANTE FIDEL CASTRO.— E se todos contribuíssem com algo assim, está assegurado o programa, e está assegurada a construção do comunismo na União Soviética (APLAUSOS).
Estas eram as coisas que eu pensava quando visitava a fábrica, enquanto escutava falar os companheiros.
Eu sei que o sentimento, que o coração e o carinho de vocês estão depositados em nossa Revolução e era uma expressão deste sentimento, o internacionalismo proletário que tanto desenvolveu o Partido Comunista da União Soviética e o companheiro Nikita Jruschev (APLAUSOS).
Vocês pensavam em nosso país e nós pensávamos no vosso país (APLAUSOS). Vocês pensavam em nossos trabalhadores e nós pensávamos nos trabalhadores soviéticos (APLAUSOS). Vocês admiram o que faz nosso povo, contudo, nós nos dedicamos a admirar o que faz o povo soviético. Vocês pensavam nas virtudes dos cubanos e nós nas virtudes dos soviéticos; as virtudes deste povo são tão grandes como é este país, e como é grande seu exemplo, e como é grande sua história, e como é belo o porvir que abriram para toda a humanidade (APLAUSOS).
E se em Cuba hoje temos a revolução socialista, isso é possível porque primeiramente teve lugar a Revolução de 1917.
Nosso povo não faz mais que cumprir com seu dever e cumprir sua parte na luta pela libertação dos povos. E isso para nós tem sido mais fácil porque temos podido contar com o apoio do grande país de Lenin.
Nós transmitiremos a nossos trabalhadores a saudação fraternal de vocês e em nome de nosso povo agradecemos aos trabalhadores suas fraternais boas-vindas aqui nesta fábrica.
Muito obrigado.
Viva a amizade entre a União Soviética e Cuba!
(OVAÇÃO)