“Amílcar Cabral, um grande dirigente africano, disse um dia palavras proféticas que constituem uma honra inesquecível para nós: "Quando os combatentes cubanos regressem, só levarão os restos de seus companheiros mortos".

“Glória a essa juventude!, aos novos salvadores de vidas, que levam a nobre profissão de médicos aos mais elevados níveis de consagração e ética que jamais o mundo conhecera!. Eles representam o tipo de médicos que milhares de milhões de pessoas pobres precisam com desesperada urgência”.

“Os incontáveis atos de heroísmo, abnegação e humanismo protagonizados por mais de 300.000 combatentes internacionalistas, e perto de 50.000 colaboradores civis cubanos que de maneira absolutamente voluntária cumpriram missão em Angola, são um tesouro de extraordinário valor.”

“A solidez de princípios e a pureza dos propósitos explicam a transparência mais absoluta em cada ação realizada por nossos combatentes internacionalistas.”

"Exemplo cimeiro são as mães, filhos, irmãos e cônjuges de nossos irmãos mortos. Sem exceção estiveram à altura do sacrifício supremo do ser querido. Souberam transformar a sua profunda dor, essa que estremeceu cada canto de Cuba durante a Operação Tributo, em mais amor à Pátria, em maior fidelidade e respeito à causa pela que conscientemente entregou a vida a pessoa amada. Um povo capaz desta proeza, o que não faria se chegasse o momento de defender a sua própria terra!"

“O império não conseguiu os seus objetivos de desmembrar Angola e escamotar sua independência. O impediu a heróica e longa luta dos povos de Angola e Cuba”.

“Pela primeira vez, nesse afastado ponto da geografia africana, o sangue de cubanos e angolanos uniu-se para adubar a liberdade daquela sofrida terra.Foi nesse momento quando Cuba, em coordenação com o presidente Neto, decidiu enviar tropas especiais do Ministério do Interior e unidades regulares das FAR prestas para combater, transportadas por ar e mar para enfrentar a agressão do apartheid.(…) Iniciava-se o que foi chamado de Operação Carlota, nome em chave da mais justa, prolongada, massiva e bem sucedida campanha militar internacionalista de nosso país”.

"Numa aldeia da África – como já dissemos e diremos todas as vezes que for necessário-, um médico internacionalista cubano pode formar simultaneamente vários excelentes médicos, no maior laboratório do mundo, que é a comunidade e nela combater as doenças concretas de cada região específica da África. Os livros que esse médico tenha servirão como um fundo comum de conhecimentos".

“Partindo de nossos esforços sadios, patrióticos e internacionalistas nas tarefas manuais e intelectuais que realizamos todos os dias, atrevo-me a expressar: tudo que fortaleça eticamente a revolução é bom, tudo o que a debilite é mau”.

"Jamais temos arrebatado as inteligências a outros povos. Em câmbio em Cuba formaram-se gratuitamente dezenas de milhares de médicos e outros profissionais de alto nível para devolvê-los a seus próprios países".

“No mundo atual os problemas são sumamente complexos e difíceis. Porém, enquanto o mundo exista os países pequenos podemos e devemos exercer nossos direitos à independência, à cooperação, ao desenvolvimento e à paz.”