Mais uma vez a Assembléia Geral das Nações Unidas, em pleno, insistiu na necessidade de levantar o bloqueio norte-americano contra Cuba, que há quase 50 anos pende sobre o povo cubano.
Tony Pakalitha Bethuel Mosisili do Lesoto, foi um dos que apoiou o chamado da Comunidade Internacional para acabar com o cerco. Ele disse que o levantamento do bloqueio é uma questão de princípios e um assunto urgente, segundo explica o jornal Granma em sua edição de hoje.
Outros que se opuseram ao bloqueio de Cuba foram Gomes Júnior, premiê da Guiné Bissau, Ahmed Aboul Gheit, chanceler do Egito e Thongloun Sisoulith, vice-premiê e chanceler da República Democrática do Laos .
Da mesma forma, Marco Hausiku, Ministro das relações exteriores da Namíbia, disse que o bloqueio impede os esforços da Comunidade Internacional para alcançar os Objetivos do Milênio para o desenvolvimento, pois afeta o direito de Cuba de ter um comércio livre e dificulta o progresso econômico da ilha.
Seu homólogo sírio, Walid Al-Moualem, disse que sua nação renova o chamado para acabar com o cerco econômico que foi imposto a Cuba há quase meio século.
Wilfred Elrington, promotor-geral e ministro das relações exteriores do Belize aderiu à reivindicação de seus homólogos e salientou que ele espera surjam sinais de mudança que permitam a plena integração dos países como Cuba.
Durante os últimos cinco dias outros chefes de estado e governo, chanceleres e representantes de alto nível exigiram dos EUA levantarem o bloqueio econômico, comercial e financeiro de Cuba.
A agenda desta Assembléia inclui uma votação, programada para 28 de outubro, de um projeto de resolução sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio norte-americano.
Desde 1991, o cerco de Washington é cada vez mais rejeitado por membros da ONU, 185 de cujos estados-membros votaram a favor da resolução cubana no ano passado, a maior votação até ao momento.
