Angola recebe e abraça os cinco antiterroristas cubanos
Fonte
Prensa Latina
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Sob uma avalanche de afetos, os cinco antiterroristas cubanos chegaram hoje em Angola, onde cresceu a amizade e solidariedade no prolongado caminho de apoio à sua justa causa.
 
Qual obra mestre a dupla, angolanos e cubanos, localizados desde horas iniciais no aeroporto internacional 4 de fevereiro, na capital, cumprimentaram com paixão, beijos e consigna os heróis depois da chegada do voo SW-303 proveniente de Windohek, capital de Namíbia.
 
"Bem-vindos", disse às 11:17 hora local na escada da aeronave o general Armando da Cruz Neto, membro do Birô Político do governante partido Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), ao abraçar e apertar a mão de Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, René e Fernando González.
 
Igualmente o deputado Da Cruz, também presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Angola-Cuba, outros políticos angolanos, representantes de organizações femininas, solidárias com a ilha e a embaixadora cubana Gisela García presidiram o caloroso recebimento.
 
Próximo ao terminal aéreo, os cânticos de boas vindas de membros da Organização de Mulheres Angolanas (OMA) se entrecruzaram com exclamações de: "Vivam os Cinco", "Vivam Fidel e Raúl", "Viva a solidariedade entre Angola e Cuba".
 
Todos queriam e puderam abraçar aos heróis, "símbolos de uma árdua luta. Este é o final, a alegria máxima de um esforço que se fez pela paz", manifestou emocionado à Prensa Latina o presidente da Associação de Amizade Angola-Cuba (ASAC), Fernando Jaime.
 
Comentou que teve a mordomia de ser o único angolano, ao lado de Fernando, de assistir ao último colóquio em Cuba antes da libertação dos Cinco.
 
"A campanha pela libertação desses heróis, que não são só de Cuba, mas dos povos, foi uma árdua batalha. Uma vez mais a história dá a razão a Fidel Castro quando previu que voltarão e voltaram", destacou Jaime.
 
Segundo o apertado programa de sua estada de 48 horas em Angola, os antiterroristas durante o dia depositarão uma oferenda floral no monumento a Agostinho Neto, primeiro presidente deste país africano.
 
Mais tarde terão um encontro de cortesia com o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, e depois visitarão o cemitério Alto das Cruzes para colocar uma coroa de flores no lugar onde repousaram os restos do combatente internacionalista Rául Díaz Arguelles.
 
Díaz Arguelles morreu em11 de dezembro de 1975 na província de Cuanza Sul, no sul do país, como resultado das feridas provocadas pela explosão de uma mina antitanque, que destruiu seu blindado.
 
Angola é a terceira etapa do percurso africano (de 21 de junho a 8 de julho) dos Cinco, como são conhecidos internacionalmente os antiterroristas, pois cumpriram um convite do Congresso Nacional Africano (ANC) da África do Sul e da Organização dos Povos do Sudoeste Africano (Swapo) da Namíbia.