O lutador antiterrorista cubano Gerardo Hernández assegurou que sem a solidariedade mundial, inclusive a do povo espanhol, hoje seria impossível estar livre junto aos quatro compatriotas injustamente presos nos Estados Unidos.
Vocês não só nos retiraram da prisão, mas nos ajudaram a resistir durante todos estes anos de prisão, destacou Hernández em um emotivo encontro com representantes de numerosas organizações solidárias e residentes cubanos na Espanha.
Temos amigos de muitos anos a quem nunca temos vimos porque os conhecemos através das cartas que nos enviavam ao cárcere em apoio à nossa causa, relatou o também Herói da República de Cuba.
Agradeceu também o respaldo aos familiares dos Cinco, como foram conhecidos ele, Ramón Labañino, René González, Antonio Guerrero e Fernando González na cruzada mundial por sua libertação.
Disse que os familiares foram seus principais advogados e conseguiram que este caso se entendesse, sobretudo nos primeiros anos quando o processo era impopular e se tentou montar um show propagandístico contra a Revolução cubana.
Esse era o sonho dos inimigos de nosso país e não o conseguiram por nossa resistência inspirada em vocês, enfatizou Hernández diante da atividade na sede da embaixada de Havana em Madri.
Vocês nunca temeram que vossos nomes se vinculassem com cinco espiões cubanos, relembrou o antiterrorista, em alusão à acusação apresentada pelo governo estadunidense contra eles.
Para os fiéis cedo ou tarde, guarda Cuba todo seu amor. Para os incapazes de amá-la e serví-la, basta com o esquecimento, afirmou Hernández parafraseando um pensamento do prócer da independência José Martí que manteve em uma das paredes de sua cela.
Os Cinco foram presos em Miami em 1998 por monitorarem atividade de grupos extremistas com um extenso histórico de agressões contra a maior das Antilhas.
Três anos depois receberam duros castigos em um controverso julgamento cheio de irregularidades, segundo reconheceram prestigiosos juristas internacionais.
Fernando e René abandonaram o cárcere depois de cumprir suas condenações, enquanto Labañino, Guerrero e Hernández regressaram a Havana em dezembro de 2014 graças a um acordo entre as autoridades cubanas e norte-americanas.
A uma pergunta de Prensa Latina, Hernández, que foi sancionado com mais duas penas perpétuas e 15 anos, respondeu que nunca se cansarão de expressar gratidão por toda a ajuda que receberam dos agrupamentos de solidariedade a escala planetária.
Confessou que sua viagem a este país europeu teve, além disso, verdadeiro toque pessoal com sua visita às ilhas Canárias, lugar onde nasceu e viveu durante 15 anos sua mãe, Carmen Nordelo Tejera, antes de emigrar à nação caribenha.
Sobre seu futuro imediato declarou que não tem preferências e está à espera da próxima ordem.
Minha especialidade são as relações internacionais, mas minha única aspiração é servir ao povo de Cuba onde seja necessário, sentenciou.
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Antiterrorista cubano agradece solidariedade do povo espanhol
Fonte
Prensa Latina
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