O Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco, enjuiciados e condenados a longas penas de prisão nos Estados Unidos convocou hoje a uma nova jornada solidaria em apoio a sua excarcelação.
Como parte das ações que se realizam a cada dia 5, todos os meses, o grupo chamou a redobrar o número de mensagens que se enviem nesta segunda-feira à Casa Branca, já seja por telefone, fax ou correios eletrônicos, com o pedido ao presidente Barack Obama para que ponha fim à injustiça.
Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González foram presos o 12 de setembro de 1998 na cidade de Miami, enquanto tentavam deter os planos criminosos contra a nação cubana, executados por agrupamentos violentos assentadas no sul da Flórida.
A historiadora estadunidense Jane Franklin solicitou em uma carta dirigida a Obama que utilize sua faculdade executiva e ponha fim ao injusto encarceramento de Hernández, Labañino, Guerrero e González Llort, ainda confinados em penitenciarías federais.
"Você tem em suas mãos o poder dos libertar para que regressem a Cuba," instou Franklin ao governante na misiva difundida na passada sexta-feira pelo Comitê Internacional, que a cada dia 5 publica a carta redigida por alguma personalidade que apoia esta causa.
René González cumpriu sua sentença em 2011, passou a regime de liberdade supervisionada e em abril deste ano viajou a Havana com uma permissão das autoridades estadunidenses para assistir às honras em memória de seu pai falecido nesse mês.
Já em Cuba, González apresentou uma solicitação para permanecer nesse país junto a sua família a mudança da renúncia a sua cidadania, condição à que acedeu a juíza do distrito sul de Flórida, Joan Lenard, o passado 3 de maio.
O chamado a pôr fim à injustiça está proposto por um painel da Organização das Nações Unidas desde maio de 2005, o qual concluiu então que a detenção dos Cinco era ilegal e arbitrário, e instava a Washington a remediar de imediato essa situação, fato ainda desoído pela Casa Branca.
