Companhia estadunidense suspende viagens a Cuba
Abercrombie & Kent (A&K), uma das primeiras companhias estadunidenses que anunciou viagens a Cuba a partir da denominada flexibilização outorgada pelo presidente Barack Obama, suspendeu os programas de visitas depois de supostos questionamentos.
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Prensa Latina
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Abercrombie & Kent (A&K), uma das primeiras companhias estadunidenses que anunciou viagens a Cuba a partir da denominada flexibilização outorgada pelo presidente Barack Obama, suspendeu os programas de visitas depois de supostos questionamentos.
 
A&K, empresa de viagens de luxo, tinha vendido a cidadãos norte-americanos 13 excursões organizadas em conjunto com a Fundação de Estudos Caribenhos, que possui licença do Escritório de Controle de Bens Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
 
A OFAC emitiu uma declaração em 25 de julho na qual afirma vários problemas entre os arranjos da agência de viagens e a fundação, com sede na Califórnia.
 
O comunicado do escritório propõe que as empresas que não possuam uma licença para preparar viagens a Cuba não podem utilizar a de outra empresa. A A&K carece dessa permissão, segundo afirmou Jean Fawcett, porta-voz da entidade.
 
As pressões contra o acordo de Estudos Caribenhos e a A&K aumentaram depois que a congressista cubano-americana Ileana Ros-Lehtinen, representante republicana pelo sul de Flórida, e uma das mais fortes opositoras à flexibilização das viagens, se queixou na OFAC.
 
Ros-Lehtinen pediu revisar o negócio das chamadas viagens "povo a povo" porque davam a impressão errônea de que as visitas turísticas à nação antilhana já estavam permitidas.
 
Pela primeira vez em mais de sete anos, e a teor com as novas regulamentações da Casa Branca, os provedores de viagens e outros grupos tentaram conseguir licenças para propiciar que uma variedade mais ampla de estadunidenses possam voar à ilha.
 
Até o momento, o Departamento do Tesouro emitiu cerca de 30 licenças às organizações que dizem que vão proporcionar a comunicação "povo
 
a povo".
 
A & K disse em julho que os 13 viagens previstas entre setembro e abril próximos esgotaram em seguida suas capacidades.
 
"Sabíamos que seria de interesse", comentou então Fawcett, que afirmou a existência de "uma lista de espera", pelo que a agência estava "pensando em agregar mais viagens no ano 2012".
 
A flexibilização concedida por Washington compreende a reabertura das licenças de viagens para intercâmbios religiosos, acadêmicos e culturais, que foram reduzidos drasticamente pelo governo de George W. Bush.
 
A essa modalidade, implementada sob a presidência de William Clinton (1993-2001), chamou-se-lhe contato "povoo a povo".
 
Devido ao bloqueio econômico, comercial e financeiro que Estados Unidos impõe a Cuba desde faz mais de cinco décadas, seus cidadãos não pode visitar livremente o país caribenho.