Convocam em Cuba a combater o sistema colonial porto-riquenho
Fonte
Prensa Latina
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O Chefe da Missão de Porto Rico em Cuba, Edwin González, destacou hoje a necessidade de combater a situação colonial que vive seu país, a qual qualificou como o sistema de opressão mais antigo do mundo.
 
Em entrevista à imprensa - na sede da missão em Havana - González informou que na próxima segunda-feira, dia 22, será apresentado ante o Comitê de Descolonização das Nações Unidas a resolução número 34 que expõe o direito dessa nação à autodeterminação.
 
Enfatizou que pela primeira vez se soma - aos peticionários da resolução - um comitê pela eliminação da Lei de Cabotagem.
 
Esta regulamentação - que consiste no transporte marítimo, terrestre e aéreo de pessoas, mercadorias e bagagens - impede a nação porto-riquenha de importar livremente produtos de sua necessidade.
 
Acrescentou que é imprescindível encontrar uma solução permanente para eliminar o sistema colonial que por 117 anos impede o desenvolvimento da população.
 
Recordou que esta dependência afeta o crescimento econômico do país, o qual leva aproximadamente 10 anos em recessão.
 
González agradeceu o trabalho de Cuba e o papel desempenhado pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos ao reconhecer Porto Rico como Estado membro da região.
 
Indicou que isto unido à ampla luta que travam os porto-riquenhos a partir de seu território favorece o reconhecimento e o apoio internacional.
 
Disse também que exigirão a libertação de Oscar López Rivera, preso político porto-riquenho que cumpre injusta prisão por lutar pela independência de sua pátria.
 
Nos últimos 15 anos esta resolução tem sido aprovada pelos 29 países membros do Comitê de Descolonização das Nações Unidas.
 
Atualmente, Porto Rico tem a condição de Estado Livre Associado, dos Estados Unidos.