Cuba assinala prerrogativas para modificar aplicativo do bloqueio
Fonte
Prensa Latina
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Cuba assinalou em seu relatório anual à ONU sobre a permanência do bloqueio estadunidense contra a ilha as prerrogativas às quais pode ir o presidente Barack Obama para seguir modificando o aplicativo dessa política punitiva.
 
Ainda que o Congresso é o órgão facultado para revogar as legislações integrantes dessa medida anti-cubana aplicada durante mais de 50 anos, existe uma série de decisões executivas às que pode ir o dignitário para diminuir o impacto da agressão sustentada.
 
Entre elas está, autorizar o uso do dólar estadunidense nas transações internacionais de Cuba, bem como consentir que elas possam ser realizado através do sistema bancário norte-americano.
 
Igualmente instruir os representantes dos Estados Unidos em instituições financeiras internacionais para que não obstaculizem o outorgar de créditos ou outras facilidades financeiras à ilha.
 
O documento propõe que, com o mesmo objetivo, deve ser permitido que aviões e embarcações cubanas transportem viajantes, ônus e correio postal entre os dois países bem como autorizar as exportações diretas a Cuba de produtos americanos.
 
Outras medidas possíveis são permitir que este país importe desde terceiros produtos que contenham mais de 10% de componentes estadunidenses e autorizar nos Estados Unidos as importações de serviços e produtos cubanos como alguns da biotecnologia, fumo, rum e outros desde terceiros mercados com componentes de níquel e açúcar de Cuba.
 
Igualmente, as ordens executivas nos Estados Unidos poderiam permitir às companhias norte-americanas realizar investimentos em Cuba, bem como autorizar aos cidadãos estadunidenses a receber tratamento médico nesta nação.
 
Finalmente, o relatório menciona a eliminação da proibição para que se outorguem créditos bancários e financiamento ao país caribenho com o objetivo de adquirir produtos no mercado dos Estados Unidos, com exceção dos agrícolas, os quais estão proibidos por lei.
 
Este grupo de decisões, se são adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, algo totalmente normal de acordo com as leis desse país, permitiria avançar substancialmente para a eliminação total do bloqueio, algo reclamado não só por Cuba mas também pela comunidade internacional em seu conjunto.