Cuba: Bloqueio dos EUA afeta setor bancário e financeiro
O setor bancário e financeiro de Cuba continua submetido a uma política de hostilidade e isolamento por parte do governo dos Estados Unidos.
Fonte
Prensa Latina
Data
O setor bancário e financeiro de Cuba continua submetido a uma política de hostilidade e isolamento por parte do governo dos Estados Unidos.

Desde abril de 2009 a março de 2010, isso se manifestou no impedimento à obtenção de financiamento externo, na introdução de obstáculos à realização de qualquer operação financeira e no entorpecimento e cancelamento de negociações.
 
A cada ano, o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra a ilha reduz a possibilidade de utilizar os bancos correspondentes, fazendo mais complexas as transações, além das limitações no uso do dólar como meio de pagamento.
 
Esta situação tem obrigado o sistema bancário e financeiro a explorar novas vias para poder continuar realizando as operações com bancos no exterior, assinala o mais recente relatório de Cuba à Assembleia Geral de Nações Unidas sobre a necessidade de pôr fim a essa política.
 
Entre as afetações de caráter geral para os bancos e instituições financeiras cubanas estiveram os desembolsos adicionais por ter que efetuar pagamentos em moedas diferentes às contratadas (dólares estadunidenses).
 
Também se soma a impossibilidade de abrir contas em francos suíços em alguns bancos de primeira ordem na Suíça e a necessidade de manutenção de saldos mínimos em contas cubanas no exterior ante o risco de um embargo.
 
Outro dos prejuízos reside na impossibilidade de efetuar pagamentos a beneficiários de cartas de crédito em suas praças de domicílio, sendo necessário os efetuar através de bancos de outra região, o que encarece os custos.
 
Os bancos cubanos não podem acessar a lugares de informação financeira especializada, como Reuters, considerada uma das fontes mais completas, indica o texto.
 
Ainda que utilizam-se outras alternativas, isto repercute negativamente nos serviços de informação e análises do mercado que oferece um dos bancos do sistema da ilha e que é empregue habitualmente por numerosos clientes.
 
No próximo 26 de outubro Cuba apresentará ante Nações Unidas um projeto de resolução sobre a necessidade do cessar imediato do bloqueio, cujos prejuízos acumulados à ilha estimam-se em 751 bilhões 363 milhões de dólares.