Cuba defende a paz em todas as circunstâncias, afirma presidente Diaz-Canel
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Radio Habana Cuba
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O presidente Miguel Diaz-Canel afirmou que Cuba defende a paz em todas as circunstâncias ao analisar o conflito que está sucedendo na Europa, durante encontro com artistas e intelectuais.
 
O presidente assinalou que a Ilha se opõe, sem ambiguidades, ao uso da força contra qualquer nação e vê com clareza o valor e o princípio das normas internacionais que servem de proteção contra o unilateralismo, o imperialismo e a hegemonia.
 
Entendemos isto melhor como país pequeno, porque vivemos assediados faz mais de 60 anos, sob ameaça constante, padecemos o terrorismo de Estado, a agressão militar, a guerra bacteriológica e o brutal bloqueio, disse Diaz-Canel.
 
Reafirmou que Cuba defende com firmeza o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, que foi assinada pelos chefes de Estado e de Governo em Havana, em 2014.
 
Esses princípios e normas – explicou – foram defendidos com firmeza e com coerência em todas as tribunas, nas que, ademais, se opuseram à manipulação política e à dupla moral.
 
Analisando o conflito que ora ocorre na Europa, assinalou que se trata de um assunto grave, muito complicado, cujas raízes históricas, e as mais recentes, não se podem ignorar, e também não se podem desconsiderar as condições que conduziram a essa situação.
 
Este conflito poderia ter sido evitado se tivessem atendido seriamente e com respeito aos pedidos de garantias de segurança da Federação da Rússia diante do cerco militar ofensivo da OTAN, que conduziram esse país a uma situação limite.
 
Utilizar sanções econômicas, comerciais e financeiras de instrumento de pressão contra qualquer país também não resolve a atual crise, pelo contrário, joga mais lenha na fogueira e piora a situação econômica internacional, advertiu o presidente cubano.
 
Diaz-Canel reiterou que Cuba continuará advogando pela solução diplomática séria, construtiva e realista da atual crise na Europa, por meios pacíficos, que garantam a segurança e a soberania de todos, bem assim a paz, a estabilidade, e a segurança regional e internacional.