Cuba enfatizou hoje aqui que o respeito à soberania, independência e integridade territorial, o direito à autodeterminação dos povos e a solução de conflitos por vias diplomáticas, devem ser uma prioridade.
Devem ser deixados de lado a imposição de medidas coercitivas ou sanções unilaterais, que são violatórias dos direitos humanos, sublinhou Anayansi Rodríguez, representante permanente da ilha ante a sede de Nações Unidas nesta cidade.
Em relação às críticas que se fizeram sobre a Venezuela, enfatizou que "Cuba reitera seu incondicional apoio e o de nosso povo à Revolução bolivariana, ao governo legítimo do presidente Nicolás Maduro e ao heroico povo irmão de Venezuela".
Ninguém tem direito a intervir nos assuntos internos de um Estado, afirmou Rodríguez ao intervir no debate geral com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Recordou que faz quase já 10 anos que foi criado o Conselho de Direitos Humanos com o objetivo de substituir a antiga Comissão, descreditada completamente ante a politização, as manobras rasas e a seletividade imperantes.
Lamentavelmente, apontou, estas práticas cada vez mais voltam a enraizar-se nas deliberações deste órgão, já não tão jovem.
A diplomata detalhou que um exemplo disso é o uso deste tema e deste debate, para fomentar uma discussão sobre a situação de direitos humanos nos países do Sul. As listas de nações que se criticaram nas intervenções de determinadas delegações o evidenciam.
Reconhecemos que são importantes os desfaios que enfrenta o Alto Comissariado e temos tomado nota dos sucesos e das ações empreendidas para enfrentar os desafios encontrados, assinalou.
Ao mesmo tempo, disse, reiteramos que estes desafios devem ser respondidos de uma maneira em que se evite a seletividade, a politização e as manobras rasas.
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Cuba defende respeito à soberania dos povos na ONU
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Prensa Latina
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