Cuba e Estados Unidos identificam áreas para ampliar cooperação
Fonte
Prensa Latina
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Cuba e Estados Unidos identificaram hoje áreas nas quais existem possibilidades para estabelecer ou ampliar a cooperação bilateral, como o enfrentamento ao narcotráfico, ao terrorismo e às epidemias.
 
Sobre o tema, Cuba propôs aos Estados Unidos um encontro para definir as modalidades de cooperação para enfrentar de maneira efetiva e eficaz o vírus do ebola, indica um comunicado de imprensa da delegação cubana para as conversas sobre temas bilaterais e de cooperação com Washington, realizadas no Palácio de las Convenciones, na capital.
 
Informa que as delegações de ambos os países neste encontro revisaram o estado da cooperação em vários temas, como a segurança aérea e da aviação, e a resposta aos derrames de hidrocarbonetos.
 
A delegação cubana reiterou a disposição de suas autoridades de realizar encontros com sua contraparte estadunidense sobre monitoramento sísmico, áreas marinhas protegidas e hidrografía, bem como de participar em investigações conjuntas sobre espécies marinhas, aponta o texto.
 
Também, prossegue, Cuba propôs estabelecer cooperação científica em um grupo de áreas como a proteção do meio ambiente, a redução dos efeitos da mudança climática e a prevenção de desastres naturais.
 
Os representantes cubanos - refere - expuseram também a disposição de Cuba de discutir a delimitação da Zona Oriental no Golfo do México e se interessaram pelos próximos passos para a implementação de um Plano Piloto para estabelecer o serviço de correio postal entre os dois países.
 
"Ao abordar temas sobre os quais ambos os países têm diferentes concepções, a delegação cubana expressou sérias preocupações pela garantia e proteção dos direitos humanos nos Estados Unidos", diz o comunicado.
 
Também, assinala, Cuba enfatizou a persistente ilegalidade das prisões na Base Naval de Guantánamo e os reconhecidos atos de tortura que ali se cometem contra os prisioneiros.
 
Além disso, a brutalidade e o abuso policial, cada vez mais alarmantes, como nos fatos ocorridos recentemente em Ferguson e Nova York, que evidenciam o aumento do racismo e da discriminação racial nos Estados Unidos, afirma o documento.
 
Igualmente, Cuba recordou à sua contraparte o padrão racial diferenciado na execução da pena de morte nesse país, que se aplica em sua maioria aos afroamericanos, latinos, integrantes de outras minorias, doentes e crianças.
 
A delegação cubana manifestou também preocupação pela desigualdade salarial nos Estados Unidos, onde as mulheres recebem 25% menos salário que os homens pelo mesmo trabalho, bem como o trabalho infantil e as limitações ao exercício das liberdades sindicais e de negociação coletiva, entre outras situações.
 
Acerca do tema, "a parte cubana propôs um diálogo respeitoso e com base na reciprocidade sobre esta matéria no futuro, a partir das experiências positivas alcançadas em Cuba no gozo dos direitos humanos e de nossa contribuição à melhoria destes direitos em muitos países do mundo", afirma o comunicado de imprensa.