Cuba e Estados Unidos têm muitas oportunidades das quais obter proveito mútuo, um plano ratificado a partir de aproximações em anos recentes e projetados encontros entre especialistas, assinalou hoje a diplomata da ilha Josefina Vidal.
De acordo com a diretora geral dos Estados Unidos da chancelaria, a proximidade geográfica e a visão em alguns temas vinculados à segurança nacional permitem chegar ao convencimento das possibilidades de abordar de maneira conjunta diversos assuntos.
Em declarações a jornalistas cubanos que cobriram a véspera nesta capital a segunda rodada de conversas para restabelecer os vínculos diplomáticos, Vidal mencionou a ciência, os serviços, a segurança, a questão migratória, a informação e a tecnologia como áreas com potencialidades.
Podemos trabalhar em função de resolver todo o necessário para retomar as relações e abrir embaixadas -tema centrais das práticas-, e ao mesmo tempo avançar em aspectos de interesse comum, disse em resposta a Prensa Latina a servidora pública, quem presidiu a delegação da ilha.
Segundo precisou, há temas com experiências em seu tratamento, entre eles o migratório, o postal, a trata de pessoas e a prevenção e resposta a derrame de petróleo em alto mar, e outros inovadores como o intercâmbio científico sobre áreas marinhas protegidas, cartas náuticas e hidrografia, as telecomunicações, as tecnologias da informação e os direitos humanos. Com respeito ao narcotráfico, um fenômeno preocupante a nível mundial, a diplomata expôs que se discutissem ideias e se existem antecedentes de trabalho caso a caso, que geram uma oportunidade de começar práticas mais formais.
Cuba propôs a princípios deste século a Estados Unidos um convênio para combater o problema do narcotráfico, iniciativa reiterada faz um século sem resultados; ainda que a situação pudesse mudar depois da decisão dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama, anunciada o 17 de dezembro, de avançar para a normalização de relações.
Cremos possível ampliar o diálogo técnico e oficial, com a aspiração de chegar a mecanismos de cooperação beneficiosos para os dois países, resumiu Vidal.
Na véspera, a servidora pública e sua contraparte norte-americana nas conversas, a secretária assistente de Estado para os Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, informaram o início de reuniões técnicas entre Havana e Washington.
Depois de concluir o diálogo na sede do Departamento de Estado, Jacobson adiantou que na próxima semana delegações da ilha viajarão ao país de norte para abordar questões vinculadas à aviação civil e a trata de pessoas.
Também em março, visitará Cuba o embaixador Daniel Sepúlveda, em ara de trabalhar com o governo anfitrião em assuntos de comunicação e informação, agregou.
O confronto à fraude migratório, a proteção de áreas marinhas e os direitos humanos -um tema impulsionado pela maior das Antilhas- estarão ademais na agenda dos encontros técnicos.
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Cuba e EUA com muitas oportunidades de cooperar, afirma diplomata
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Prensa Latina
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