Cuba visa incrementar os serviços médicos
O ministério de saúde pública de Cuba mantém o propósito de incrementar a qualidade dos serviços médicos e a satisfação da população, afirmou o doutor Roberto Morales Ojeda, ministro do setor.
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Granma Internacional
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O ministério de saúde pública de Cuba mantém o propósito de incrementar a qualidade dos serviços médicos e a satisfação da população, afirmou o doutor Roberto Morales Ojeda, ministro do setor.

Todo isso a partir de melhoras no atendimento e a solução das questões administrativas e logísticos das instituições, assim como o sustento e eficiência do sistema, manifestou Morales Ojeda em um intercâmbio com a imprensa especializada.

Insistiu em que ainda se trabalha em retomar os conceitos institucionais da medicina familiar, e para isso a nação conta com 11 mil e 500 consultórios necessários, nos que se elevou a permanência e estabilidade do médico e a enfermeira, o número de cuidados realizados e a análise da situação de saúde.

Também informou que se multiplicaram os grupos básicos de trabalho e se intensifica a projeção comunitária das especialidades de atendimento secundário, sem substituir o papel do médico da família, o qual está capacitado para resolver 70 por cento dos problemas sanitários da comunidade, afirmou.

Recordou que Cuba assume o desafio de contar com 18,3 por cento de sua população maior de 60 anos, e o incremento dos casos de câncer, que fazem dessa doença a primeira causa de morte no país, por cima das cardiovasculares.

Destacou que o enfrentamento às afecções crônicas não transmissíveis e os surtos epidêmicos são prioridades do ministério, assim como o resgate do método clínico, o qual contribuiu a diminuir gastos desnecessários e reduzir as indicações dos meios diagnósticos, mantendo os indicadores de saúde.

Por outro lado assinalou que um elevado por cento dos ganhos do país corresponde aos serviços médicos, já for por atendimentos a pacientes estrangeiros ou por brigadas médicas no exterior.

Sublinhou que na atualidade oferecem serviço mais de 50 mil cooperadores da saúde em 66 países. No programa Mais Médicos, no Brasil, já trabalham mais de nove mil profissionais, cifra que aumentará nas próximas semanas, até chegar a 11 mil e 430.

Assinalou que as solicitações de pessoal médico cubano crescem no mundo, e já se desenvolvem projetos em países como Portugal, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, compromissos que a ilha cumprirá mantendo a cobertura sanitária no arquipélago, com a que contribuem os 586 mil trabalhadores do setor.

Expressou que Cuba tem a cifra mais alta de médicos como habitantes (7,2 médicos por cada mil habitantes), e atualmente um elevado número de residentes estudando em suas salas de aula, 19 mil de diferentes especialidades, 17 mil dos quais são nacionais. A formação de especialistas é fundamental para dar resposta às necessidades, acrescentou.

Também adiantou que no presente ano serão introduzidas novas tecnologias em diversas instituições, como é o caso do laboratório de ablação cardíaca que será instalado no Instituto de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular, e se destinará parte do orçamento da saúde a melhorar e renovar outras técnicas envelhecidas ou em desuso.