Cubanos na Nicarágua reclamam justiça por crime de Barbados
Cubanos residentes na Nicarágua denunciam que cinco compatriotas levam 13 anos presos nos Estados Unidos por combater o terrorismo, enquanto continuam impunes crimes de lesa humanidade como a sabotagem a uma aeronave civil de seu país.
Fonte
Prensa Latina
Data

Cubanos residentes na Nicarágua denunciam que cinco compatriotas levam 13 anos presos nos Estados Unidos por combater o terrorismo, enquanto continuam impunes crimes de lesa humanidade como a sabotagem a uma aeronave civil de seu país.

No próximo 6 de outubro cumprirão 35 anos do crime de Barbados, repudiado a cada ano no mundo inteiro, lembra o texto subscrito aqui.

Não podemos esquecer que um avião civil de nosso país, com 73 pessoas a bordo, explodiu há 35 anos por uma bomba que colocaram terroristas prófugos nos Estados Unidos, disse à Prensa Latina Rafael Ruiz, presidente da associação de cubanos residentes na Nicarágua.

Luis Posada Carriles, Orlando Bosch (recentemente falecido em território norte-americano) Hernán Ricardo e Freddy Lugo foram os autores daquele atentado sem nenhum sobrevivente.

Há 35 anos o povo cubano só pôde despedir-se de uns poucos caixões com fragmentos de restos humanos e prendas pessoais de alguns dos 57 nacionais, 11 guianenses e cinco servidores públicos culturais coreanos, mortos como consequência daquela sabotagem.

Entre os mortos esteve a equipe juvenil de esgrima inteira, masculino e feminino da ilha, que regressava com todas as medalhas de ouro disputadas em um campeonato centro-americano dessa disciplina.

Desta vez chegamos a outubro dedicados também à batalha pela liberdade dos Cinco e em particular de René González, quem cumprirá sua pena no próximo 7 de outubro, mas lhe querem impedir o regresso a Cuba, sustentou Ruiz.

Nada justifica que René González, Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino e Fernando González fossem condenados a severas sanções por alertar sobre planos terroristas descobertos no sul da Flórida, estimou.

A permanência de René em Miami põe em perigo sua vida porque essa localidade é antro de terroristas anticubanos, opinou.

Apesar das arbitrariedades, "ainda confiamos que a juíza mude seu veredicto e o deixe regressar à pátria e à sua família que sente muito sua falta", afirma a declaração emitida nesta capital.

No passado 16 de setembro, a juíza Joan A. Lenard, do Distrito Sul da Flórida, negou a Moção apresentada por René em 16 de fevereiro do 2011 para que lhe permita voltar a Cuba, e determinou que deve permanecer ali durante três anos sob um regime de liberdade supervisionada".