Cúpula analisará crise haitiana e tensão nas Malvinas
A Cúpula da Unidade da América Latina e Caribe começará na segunda-feira, num contexto complexo marcado pela crise no Haiti, tensões nas Malvinas e o golpe de Estado em Honduras.
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Prensa Latina
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A Cúpula da Unidade da América Latina e Caribe começará na segunda-feira, num contexto complexo marcado pela crise no Haiti, tensões nas Malvinas e o golpe de Estado em Honduras.

Presidentes, premiês e delegações de alto nível se reunirão a 22 e 23 de fevereiro na Riviera Maia, num espaço onde coincidirão o Grupo do Rio e a Cúpula da América Latina sobre Integração e Desenvolvimento (CALC).

A cúpula mencionada terá como pano de fundo a catástrofe provocada pelo terremoto que devastou a capital do Haiti e cidades próximas, com saldo de 240 mil mortos, 300 mil feridos e três milhões de atingidos. Não é a primeira vez que o tema haitiano centra a atenção do Grupo de Rio. No encontro de 2004 no Brasil propôs-se a necessidade de compromissos a curto, médio e longo prazos para resolver a crise nesse país.

Nesta cúpula, será abordada não só a ajuda da emergência, como também os programas sustentáveis como o da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América para desenvolver um sistema de saúde nessa nação.

Outro assunto que centrará a atenção é o incremento das tensões pela exploração petroleira ilegal realizada pela Grã-Bretanha nas Ilhas Malvinas, separadas à força da soberania da Argentina em 1833.

"Não temos a menor dúvida de que teremos a solidariedade do Grupo de Rio porque pretendemos somente que se cumpra o direito internacional", declarou o porta-voz do governo argentino, Ruperto Godoy.

De acordo com o vice-chanceler mexicano Salvador Beltrán, está prevista uma declaração sobre a exigência argentina quanto à soberania das Malvinas.

Beltrán também confirmou a decisão do México, como país anfitrião, de não convidar à reunião de cúpula ao presidente de Honduras, Porfírio Lobo, quem foi eleito sob a ruptura da ordem institucional nesse país centro-americano.

Numa cúpula extraordinária celebrada no ano passado em Manágua, o Grupo do Rio condenou de maneira enérgica o golpe de Estado de 28 de junho contra o governo de Manuel Zelaya.

O fórum qualificou como inaceitável a utilização da força para derrubar um governo legalmente constituído.

Ainda que o tema não figure na agenda da cúpula, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou que os mandatários centro-americanos aproveitarão este espaço para se reunir e analisar a situação do país vizinho.

Neste fim de semana, os chanceleres trabalham no debate e na redação final dos documentos que serão submetidos à consideração e aprovação dos mandatários a partir da segunda-feira.

O grupo do Rio, criado em 1986, está integrado por 23 países: Argentina, Brasil, Bolívia, Belize, Colômbia, Chile, Comunidade do Caribe (CARICOM), Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Haiti, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Paraguai, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Por sua vez, na CALC participam os 33 países da América Latina e Caribe.