Decola hoje o 32 festival de cinema de Havana
O Festival do Novo Cinema Latinoamericano de Havana começa hoje com uma homenagem ao centenário da Revolução mexicana e 515 filmes em cartaz da região e outras latitudes.
Fonte
Prensa Latina
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O Festival do Novo Cinema Latinoamericano de Havana começa hoje com uma homenagem ao centenário da Revolução mexicana e 515 filmes em cartaz da região e outras latitudes. 

Na gala de abertura, no teatro Karl Marx, se exibirá a fita Revolução, uma soma de 10 curtos de 10 minutos a cada um engarzados em uma unidade, rodados por cineastas mexicanos jovens e consagrados, entre eles Fernando Embcke, Gael García Bernal, Mariana Chenillo, Diego Lua e Gerardo Laranjeira. 

Como a cada ano, o presidente da cita, Alfredo Guevara, dará as boas-vindas aos convidados, alguns deles assistentes pela primeira vez. O jovem jazzista cubano Hernán López Nussa e seu grupo contribuirão a música, um elemento sempre sócio ao cinema. 

Havana se converterá durante 10 dias, como expressou Guevara, em uma festa da inteligência e da arte audiovisual, com um público fiel, que é o maior presente que acompanha a este festival, disse. 

Na mostra-certamen competirão 122 obras, uma cifra superior à do ano anterior, repartidas em 21 largometrajes, 24 óperas primas, 23 meios e cortometrajes, 26 documentales, 28 animados, 25 guiões inéditos e 18 cartazes. 

Argentina, com 88 títulos, encabeça o trío de países mais representados, seguida por México com 79 e Cuba com 78. 

O júri, nas diferentes categorias, integram-no personalidades como o diretor venezuelano Alberto Arvelo, o espanhol Manuel Pérez Estremera e o mexicano Cessar Saldivar, entre outros. 

Realizadores, atores, roteiristas e especialistas se reuniran em Cuba, entre eles alguns convidados especiais como os norte-americanos Gary Lucas e Robert Kraft e o cineasta russo Nikita Mijalkov (Peça inconclusa para piano mecânico). 

Segundo adiantou Iván Giroud, diretor do festival, espera-se uma importante delegação de cineastas estadounidenses, um grupo de sete ou oito destacadas figuras cujas identidades não tem revelado ainda. 

Entre as novidades deste ano encontram-se várias seções como a dedicada a desenhos animados fineses, as mostras européias, uma sobre o bicentenario das gestas independentistas na região, e a do Nacional Filme Board do Canadá. 

No central Pavilhão Cuba, onde radica a Associação Irmãos Saíz, que agrupa aos jovens artistas da ilha, funcionará por segunda vez uma subsede desta festa audiovisual. 

Além de cinema, o festival convocará outras artes com a abertura de exposições colaterales, concertos e apresentações de livros e os habituais seminários teóricos, com temas como A intelectualidad e o planeta, entre outros.