Denunciam guerra fria cultural contra Cuba
Os milionários fundos econômicos que instituições e governos destinam à revista anticubana Encontro, nascida em Madri em 1995, são develados em uma reportagem publicada por Le Monde Diplomatique.
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PL
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O artigo em qüestão, escrito pelo reconhecido jornalista Pascual Serrano, aparece na edição espanhola do presente mês de Le Monde Diplomatique.

Como parte dessas contribuições, Serrano destaca os 500 mil euros recebidos em 2008 pela Agência Espanhola de Cooperação, só para a página na internet da Associação Encontro da Cultura Cubana.

A própria reportagem recolhe orçamentos de empresas de informática para um portal similar por uns mil euros anuais.

Curiosamente, o único acionista da empresa que realiza essa página para Encontro pertence a um membro da junta diretiva da Associação, destaca o jornalista espanhol.

Entre outras suculentas contribuições das que se nutre a mencionada sociedade afloram os procedentes da estadunidense Fundação Nacional para a Democracia (NED), um total de um milhão 33 mil 135 dólares entre 2000 e 2007, denuncia.

Na opinião do autor, trata-se sem lugar de dúvidas de uma quantidade desorbitada para uma associação que se dedica a qüestões cubanas e que tem sua sede na Espanha.

O escrito recolhe as estreitas relações da NED com o governo dos Estados Unidos e seu claro objetivo desestabilizador ao longo de sua história.

A revista Encontro, acrescenta Serrano, também recebe dinheiro da Fundação Ford (400 mil dólares em 2008, 600 mil em 2006 e uma cifra similar em 2004)).

A lista de contribuintes completa-se com a fundação do multimilionário George Soros, The Open Society Institute e outras instituições unidas ao governo espanhol e à socialdemocracia internacional, continua o articulista.

Tudo para um lugar (a Associação Encontro da Cultura Cubana) e uma revista (Encontro) que edita quatro números ao ano, remarca.

Serrano recorda a afirmação da presidenta da aludida Associação, Annabelle Rodríguez, aos 10 anos do nascimento do projeto, onde confessava que a criação de Encontro "foi um trabalho de espanhóis bem relacionados com os EUA".

Entre eles, Inocencio Arias, ex embaixador de Espanha nos Estados Unidos, e Javier Solana, ministro durante o governo de Felipe González e secretário geral da OTAN posteriormente, destaca o jornalista.

Na extensa reportagem, entrevista-se ao diretor editorial de Encontro, Pablo Díaz Espí, que negou-se a mostrar o orçamento anual de sua associação.

Uma vez mais, Cuba, ou melhor dita política hostil contra as autoridades da ilha caribenha, converte-se em ponto de encontro -nunca melhor dito-, entre governos social-democratas europeus, Washington e fundações privadas neoliberais, afirma o autor. Serrano acaba de publicar o livro Desinformação. Como os meios ocultam o mundo, onde repassa os mecanismos de funcionamento dos meios de comunicação sobre os acontecimentos internacionais dos últimos anos.