Os diálogos pela paz na Colômbia continuam hoje aqui, enfatizados pela rejeição da guerrilha à apresentação por parte do governo do Projeto de Ato Legislativo referente a este processo.
No contexto dos diálogos que se desenvolvem aqui desde 2012, as insurgentes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) consideraram que a implementação, verificação e referendo contemplados no sexto ponto da Agenda, não são assuntos que concernem somente ao governo.
Seu tratamento requer bilateralidade, compromissos mútuos, acordo, afirmou o porta-voz guerrilheiro Carlos Antonio Lozada.
Por isso - afirmou - nos surpreende a notícia sobre a apresentação do Projeto de Ato Legislativo "por meio do qual se estabelecem instrumentos jurídicos para os desenvolvimentos normativos necessários para facilitar e assegurar a Implementação do Acordo Final para o Fim do Conflito e a Construção de uma Paz Estável e Duradoura".
Esta iniciativa, cujo conteúdo - sublinhou - não foram consensuados com a insurgência, parece que correrá a mesma sorte do Marco Jurídico para a Paz, que terminou afundado sem pena nem glória.
Acrescentou que a intenção de definir unilateralmente os contornos da negociação, obstaculiza e vai na contramão do acordo referente a "agilizar em Havana e desescalar na Colômbia".
Informou que em relação ao desenvolvimento da normalização dos acordos, o governo já tem conhecimento da proposta das FARC-EP de criar uma Comissão de Acompanhamento para o Desenvolvimento Normativo dos Acordos, e suficientes iniciativas para combinar seus pontos de vista com os da insurgência em matéria de referendo.
Tudo isso, acrescentou, inclui nossa proposta de máxima participação popular em uma Assembleia Nacional Constituinte.
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Diálogo pela paz na Colômbia continua em Havana
Fonte
Prensa Latina
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