O chefe da delegação cubana na Reunião de Partidos Coministas e Revolucionários da América Latina, José Ramón Balaguer, chamou aqui a enfrentar ao neoliberalismo com mais unidade e articulação de organizações políticas e sociais.
'Enfrentemos a tentativa de fazer-nos retornar ao neoliberalismo com mais unidade e articulação das forças e partidos políticos, movimentos sociais e classes trabalhadoras do continente', disse em um discurso na inauguração do evento.
Assinalou também, que as transformações necessárias para mudar e desenvolver a América Latina e o Caribe, e contribuir ao ideal de um mundo melhor, atravessam qualquer projeto nacional e requerem desenvolver uma comunidade de objetivos e princípios gerais nos quais deve ser fundado a transformação.
Tais objetivos e princípios, acrescentou, 'devem ser assumidos fortemente por todos os que estamos comprometidos com a mudança, com apego às particularidades nacionais, mas com vocação integracionista e internacionalista'.
Balaguer cumprimentou a iniciativa conjunta dos partidos Comunista Peruano e Comunista do Peru-Pátria Vermelha de convocar a reunião para debater sobre o papel das organizações participantes no confronto da contraofensiva do imperialismo, em apoio aos governos progressistas e fortalecer a unidade das forças de esquerda.
Citou ao pensador marxista peruano José Carlos Mariátegui e seu ensino de que 'a revolução não deve ser sobreposição nem copia senão criação heroica', que tem plena vigência, e cumprimentou os esforços de unidade deste povo para a resistência ao modelo neoliberal.
Sobre a contraofensiva imperialista e oligárquica contra os governos revolucionários e progressistas, de caráter reacionário e antipopular, assinalou que onde têm triunfado as forças conservadoras tem lugar um acelerado processo de reconstitução das velhas elites que pretendem abolir os lucros em benefício do povo, o resgate da soberania e a integração política regional.
O membro do Secretariado do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba denunciou a estreita relação desses governos de direita com a corrupção, a evasão de impostos ou o narcotráfico e advertiu que o conflito de suas políticas alimentam um clima de ingovernabilidade que dá lugar ao aumento da repressão.
Criticou à Aliança do Pacífico -bloco neoliberal que formam Chile, Colômbia, México e Peru- e outras iniciativas de livre comércio, que tentam esconder sau essência pró imperialista, com o fim de perpetuar o papel da região como fornecedora de matérias prima, em detrimento da soberania e as possibilidades de desenvolvimento das nações.
Indicou a necessidade de elevar a moral dos comunistas e revolucionários e da esquerda em geral 'nesta luta, inevitavelmente de longo prazo', mas na qual triunfará a justiça social, a igualdade de oportunidades e a solidariedade.
Chamou igualmente a dar a batalha cultural contra os valores enajenantes do capitalismo, conformar uma frente de pensamento com a intelectualidad, que gere conteúdos descolonizadores, que dotem às pessoas de referências culturais sólidas em um mundo marcado pelo consumismo e a banalidade.
Também deve ser enfrentado, acrescentou, a concentração da informação, os meios e a cultura do capitalismo e 'se requerem reformas radicais que democratizem o acesso à informação e respeitem a diversidade de opiniões, culturas e história, que estejam ao serviço de nossos povos'.
Ao ratificar a solidariedade cubana com a revolução bolivariana e chavista e com o governo do presidente Nicolás Maduro recusou 'as pretensões do imperialismo de isolar a Venezuela enquanto se dialoga com Cuba'. E reiterou o apoio decidido a todos os governos revolucionários e progressistas.
Ao expor o panorama de Cuba, Balaguer assinalou que o modelo de seu país consiste em impulsionar e consolidar a construção de uma sociedade socialista próspera e sustentável no econômico, social e meio ambiental.
Isso implica, prosseguiu, um compromisso 'com o fortalecimento dos valores éticos, culturais e políticos forjados pela Revolução, em um país soberano, independente, socialista, democrático, próspero e sustentável'.
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Dirigente cubano pede enfrentamento ao neoliberalismo no Peru
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Prensa Latina
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