Divulgam compromissos do Brasil com cúpula sobre mudança climática
O governo brasileiro revelará hoje a proposta que levará à Cúpula da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a se efetuar em Copenhague, em dezembro.
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Prensa Latina
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O governo brasileiro revelará hoje a proposta que levará à Cúpula da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a se efetuar em Copenhague, em dezembro.

A ministra-chefa da Casa Civil da presidência brasileira, Dilma Roussef, não quis adiantar detalhes e se limitou a assinalar que os compromissos do país para reduzir o aquecimento global serão divulgados em São Paulo, onde estará de visita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até agora já está decidido que Brasil reduzirá em 80 por cento o desmatamento na Amazônia antes de 2020, com o qual o país deixará de emitir cerca de 580 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, quantidade que significa diminuir em 20 por cento o total atual.

Para chegar ao compromisso final nesse índice, o governo calculará quais serão as percentagens de redução de outros setores, que especilistas estimam entre 17 e 20 por cento.

Então, a proposta brasileira para Copenhague poderá estar próxima dos 40 por cento de diminuição antes de 2020 dos gases de efeito estufa.

Na semana passada, depois de um encontro com o presidente brasileiro, Rousseff indicou à imprensa que "vamos tomar medidas nas áreas de energia, agropecuária, siderurgia e desmatamento em outras biomassas" e agregou que com a soma desses esforços vão chegar a um número significativo.

O "Brasil está disposto ao maior esforço possível para que a reunião de Copenhague tenha sucesso", sublinhou a ministra-chefa da Casa Civil.

Um aspecto importante é que as ações do governo brasileiro dependerão dos recursos internacionais, a maioria deles a serem contribuídos pelos países ricos, responsabilizados pelo atual aquecimento global, as mudanças climáticas e outros males que afetam o ecossistema e põem em perigo a vida humana neste planeta.

E precisamente, o financiamento desses compromissos resulta um dos pontos ainda em discussão no novo acordo climático global, que substituirá em 2012 o Protocolo de Kyoto, e que deve ser aprovado na Cúpula de Copenhague.

A respeito, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, assinalou que de acordo com o Banco Mundial são necessários pelo menos 400 bilhões de dólares para que os países em desenvolvimento enfrentem as mudanças climáticas e até agora a única proposta é da União Européia e de 140 bilhões de dólares.