Em Cuba, oficina internacional sobre energia renovável
Uma oficina internacional sobre energias renováveis divulgará, a partir de hoje até quinta-feira, os resultados de gaseificação de biomassa florestal para gerar eletricidade no território cubano de Ilha da Juventude.
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Prensa Latina
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Uma oficina internacional sobre energias renováveis divulgará, a partir de hoje até quinta-feira, os resultados de gaseificação de biomassa florestal para gerar eletricidade no território cubano de Ilha da Juventude.

O encontro aocntecerá durante dois dias no Palácio de Convenções de Havana e depois se transladará ao referido território insular.

Entre os participantes estão especialistas do Chile, da Argentina, da República Dominicana, da Holanda, da Áustria, do Brasil e da Espanha, que debaterão com seus pares de Cuba sobre o desenvolvimento desta tecnologia.

Segundo um porta-voz desta reunião, trata-se do projeto da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi) mais importante já realizado neste país caribenho.

A programação do evento nesta primeira jornada tratará de temas como 'A gaseificação de biomassa como energia renovável para o desenvolvimento sustentável', a cargo de Diego Masera, chefe da Unidade de Energia Rural e Renovável da Onudi.

Também 'Bioenergia nos Países em Desenvolvimento, enfoque em Gaseificação de Biomassa', por Andre Faaij, especialista em Biomassa da Academia Europeia de Energia, e 'Gaseificação de Biomassa, as experiências cubanas', pelo especialista em Bioenergia, Alfredo Curbelo, da Cubaenergía.

Também haverá uma série de apresentações de estudiosos locais sobre projetos de gaseificação de biomassa, assimilação de tecnologias e lições aprendidas em Cuba.

Entre os propósitos deste projeto da Onudi, está o uso da energia eólica em Ilha da Juventude, um território considerado por seu tamanho como lugar muito vulnerável à mudança climática e com dificuldades para o abastecimento energético.

A Onudi doou uma instalação de gaseificação de biomassa florestal para abastecer uma comunidade de 80 moradias e 230 habitantes, a partir de resíduos da limpeza de florestas.

Ao mesmo tempo é realizado plantio de bosques energéticos para o abastecimento de biomassa a futuras instalações de gaseificação para gerar eletricidade, e se constrói uma central elétrica de 500 quilowatts, a partir da gaseificação de biomassa florestal.

Valorizado em 5.3 milhões de dólares, o plano conta com apoio do Fundo Mundial para o Meio ambiente e é manejado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente (Pnuma) para implementar medidas de mitigação dos efeitos da mudança climática e o desenvolvimento de energias renováveis.