Bolívia e Cuba mantêm uma relação muito especial e o presidente Evo Morales e o líder cubano, Fidel Castro, mantêm uma relação muito especial, assegurou hoje o embaixador da ilha caribenha nesta capital, Benigno Pérez.
Em entrevista à Rede Bolívia TV, o diplomata caribenho recordou que para Cuba, Bolívia, como todos os povos de América Latina, tem uma significação muito especial, entre outras coisas porque aqui morreu Che Guevara, um dos símbolos da Revolução.
Assim mesmo, recordou que o presidente Evo e Fidel se conheceram antes de que o primeiro chegasse à presidência e lembrou que ambos se querem muito e mantêm uma relação muito linda.
Fidel cumpre 89 anos e tem dedicado toda sua vida, desde que era adolescente à luta pela libertação do povo cubano, comentou Pérez, que recordou que com mal 26 anos assaltou o quartel Moncada, em uma ação que marcou o reinicio da luta armada contra o governo de ditador Fulgêncio Batista.
Segundo o embaixador, aos cubanos tocou-lhes a mordomia e a honra de abrir este caminho da libertação em América Latina, que tem sido a proa de outros processos revolucionários como os de Bolívia, Venezuela, Nicarágua e Equador, entre outros.
"Para nós, cubanos, o mais importante é que a partir de 1 de janeiro de 1959 atingimos a verdadeira independência, porque até esse momento em Cuba mandava o embaixador dos Estados Unidos. A partir dessa data somos para valer os que mandamos", enfatizou.
Pérez referiu-se aos lucros da Revolução cubana, sobretudo em saúde e educação e declarou que há dificuldades econômicas, sobretudo pelo bloqueio de Estados Unidos.
O 80 % dos cubanos nasceram com o bloqueio, que impede ter relações com Estados Unidos, o maior mercado que há no mundo e que está a 90 milhas, além de que condiciona as relações econômicas com outros países, advertiu.
O diplomata recordou que desde o triunfo mesmo da Revolução, vários presidentes estadunidenses tentaram destruir à Revolução cubana. Primeiro foi Dwight D. Eisenhower e depois John Fitzgerald Kennedy, que foi quem aplicou o bloqueio, que se converteu em lei no final dos anos 90 do século passado.
Para o embaixador cubano, o presidente Obama tem tido a valentia de dar um passo para apagar o passado. Já estabelecemos as relações diplomáticas. Cuba já abriu sua embaixada e Estados Unidos o vai fazer na próxima sexta-feira.
"Isso sim, não podemos dizer que temos relações normais com Estados Unidos enquanto exista o bloqueio, enquanto não seja devolvida a base naval de Guantánamo, enquanto existam transmissões ilegais de Estados Unidos contra Cuba", aclarou o diplomata, que fez questão de lembrar que o processo de normalização será longo e complicado.
Notícias
Embaixador cubano destaca relação entre seu país e Bolívia
Fonte
Prensa Latina
Data
