EUA sanciona outra empresa por vínculos com Cuba
A poderosa instituição bancária estadunidense JPMorgan Chase confirmou hoje que terá que pagar uma multa de 88,3 milhões de dólares por violar restrições instituídas pela Casa Branca para tratados comerciais com Cuba, Irã, e Sudão.
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Prensa Latina
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A poderosa instituição bancária estadunidense JPMorgan Chase confirmou hoje que terá que pagar uma multa de 88,3 milhões de dólares por violar restrições instituídas pela Casa Branca para tratados comerciais com Cuba, Irã, e Sudão.

Uma notificação do Escritório de Controle de Bens Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro explicou que o JPMorgan processou 1.711 transferências que envolviam pessoas físicas e jurídicas cubanas num valor próximo a 176 milhões de dólares.

Segundo o OFAC, as transações relacionadas com Havana ocorreram entre 12 de dezembro de 2005 e 31 de março de 2006. Trata-se da segunda sanção relacionada com Cuba anunciada pelo Escritório de Controle durante este mês.

No último dia 16 de agosto, a divisão norte-americana de CMA-CGM, a terceira maior transportadora marítima de cargas do mundo, recebeu uma multa em pagamento monetário equivalente a 374.400 dólares por supostamente transportar mercadorias e realizar convênios financeiros com a ilha.

A sentença contra o JPMorgan Chase é a quarta maior imposta pelos Estados Unidos desde a presidência de George W. Bush, quando foram reforçados controles relacionados com o bloqueio econômico contra Cuba imposto há meio século.

Em dezembro de 2008, Credit Suisse Bank acordou pagar 536 milhões para estabelecer um pacto que apagaria uma acusação de ter ajudado Irã, Cuba e outras nações.

O cerco comercial e financeiro decretado por Washington contra Havana já ocasionou um dano econômico direto ao povo cubano calculado, até dezembro de 2009 a câmbios atuais, em uma cifra que supera os 100 bilhões 154 milhões de dólares.

Esse valor aumentaria a 239 bilhões 533 milhões de dólares, se o cálculo fosse realizado tomando como base a inflação de preços varejistas nos Estados Unidos, detalha um relatório do site Cubavsbloqueo.cu.