Os participantes na V Conferência das partes da Convenção Internacional contra o Dopping no Esporte, que acontecerá aqui nesta semana, advogaram pela defesa da ética na atividade esportiva.
No evento, convocado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), fez-se questão da necessidade de salvaguardar os princípios éticos e os valores que devem caracterizar o desempenho dos atletas.
A importância de destinar mais recursos e de desenvolver mecanismos de cooperação a diferentes níveis também estiveram no centro dos debates.
O intercâmbio de experiências e a realização de estudos científicos a nível da sociedade foram outra das propostas expostas durante as duas jornadas de trabalho que reuniram a mais de 250 representantes governamentais e do mundo do esporte.
Assim mesmo, apontaram que pode resultar de grande ajuda a atualização da legislação, a implementação de políticas de prevenção eficaz e de sensibilização dirigidas aos atores do meio esportivo e ao grande público em geral, bem como o apoio dos meios de comunicação em massa. Esta cúpula se focou em analisar os desafios que apresenta o combate contra o dopping e em propor algumas soluções.
Para a diretora geral da Unesco, Irina Bokova, o dopping é uma prática prejudicial e pouco esportiva que tira o brilho de alguns dos grandes eventos.
É certamente penoso ver um atleta ser obrigado a devolver suas medalhas ou troféus, humilhado frente a evidência de uso de substâncias proibidas para atingir melhores resultados, enfatizou.
Bokova assinalou que estes incidentes minam a confiança do público nos resultados competitivos e impedem que o esporte cumpra sua função de estímulo de relações sociais essenciais, respeito mútuo e entendimento.
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Evento na Unesco faz ênfase em defesa da ética no esporte
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Prensa Latina
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