Evo Morales recebe dirigentes operários
O presidente Evo Morales receberá hoje no Palácio Queimado dirigentes da Central Operária Boliviana (COB), para continuar com o processo de diálogo depois de protestos pelo aumento salarial de cinco por cento.
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Prensa Latina
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O presidente Evo Morales receberá hoje no Palácio Queimado dirigentes da Central Operária Boliviana (COB), para continuar com o processo de diálogo depois de protestos pelo aumento salarial de cinco por cento.

Alguns setores de trabalhadores, entre eles fabris, mineiros e professores, convocaram na segunda-feira passada uma greve indefinida e uma marcha em Caracollo, a 200 quilômetros de La Paz, medidas que foram acatadas parcialmente até fracassar.

O Executivo e lideres do agrupamento criaram comissões de análise da situação, ao mesmo tempo em que a COB declarava que adiava os protestos para poder avaliar as propostas oficiais.

Um dos temas mais controversos das conversas foi uma Lei de Pensões, considerada pelos membros do governo como uma das mais democráticas da região.

De acordo com o vice-presidente do país, Álvaro García, essa norma permitirá a aposentadoria em idades nunca antes previstas por governos anteriores.

Também assinalou que o Estado cuidará zelosamente dos fundos de pensões de mais de 1,2 milhões de aportantes.

"Nós vamos garantir e ampliar os atuais fundos para que ninguém, dentro do governo e fora do governo, possa tocar, utilizar ou investir de forma errada esses recursos pessoais", destacou.

A Constituição promulgada em fevereiro de 2009 estabelece que a Administração do Fundo de Pensões (AFP) tem que estar a cargo do Estado, explicou ontem García diante de jornalistas.

Afirmou também que os trabalhadores terão opções para eleger, dentro do Estado, a forma de administração de suas poupanças.

Por sua vez, a Federação de Fabris de La Paz e agrupamentos de professores urbanos recusaram as iniciativas do governo e decidiu continuar com greves indefinidas em rejeição aos cinco por cento de aumento salarial e a demanda de que se eleve para 12 por cento.

Representantes do Estado boliviano, como o ministro de Economia e Finanças, Luis Arce, afirmaram que outro aumento poria em risco a economia nacional, e esse valor de cinco por cento é correto quando se leva em conta que a inflação em 2009 foi de 0,26 por cento.