Exigem em Bolívia fim de bloqueio a Cuba e liberdade de antiterrorist
A direção do Movimento de Solidariedade com Cuba e de Cubanos Residentes na Bolívia exigiram hoje o fim do bloqueio à ilha pelos Estados Unidos e a liberdade dos cinco antiterroristas que foram feitos prisioneiros nesse país.
Fonte
Prensa Latina
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A direção do Movimento de Solidariedade com Cuba e de Cubanos Residentes na Bolívia exigiram hoje o fim do bloqueio à ilha pelos Estados Unidos e a liberdade dos cinco antiterroristas que foram feitos prisioneiros nesse país.
 
O programa Estudio 7, do canal Bolívia TV, mostrou a confluência das exigências de ambas as organizações, pedidos que cada vez cobram mais força a nível mundial.
 
Fausto López, da direção dos Cubanos Residentes na Bolívia, recordou que a disputa entre Cuba e os Estados Unidos começou há muito tempo e explicou que os antiterroristas, presos agora, não chegaram ao país do norte para combater este governo, e sim para evitar que grupos terroristas atuassem contra Cuba.

López mencionou as sabotagens contra o barco La Coubre (1960), o avião da Cubana em pleno voo próximo à costa de Barbados (1976), entre alguns fatos abomináveis de grupos cubanos radicados em Miami, cujas ações os antiterroristas prisioneiros tentavam evitar.

Para Willy Pérez, presidente do Movimento de Solidariedade com Cuba, o objetivo das atividades que se celebram nos dias 5 da cada mês passa por conscientizar os bolivianos acerca ações que se comentem contra Cuba.

"O bloqueio é criminoso e afeta sobretudo as crianças e as pessoas da terceira idade e isso é o que deve ser denunciado", ressaltou, enquanto advertiu que no processo contra Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerreiro, Fernando González e René González não se pôde provar nada.

"Apesar de que não puderam provar nada, permanecem prisioneiros e privados de muitas coisas, entre elas do contato com suas famílias", insistiu.

Roxana Vaca, da mesma organização, referiu-se às injustiças contra René González, que já cumpriu sua pena, e no entanto é obrigado a permanecer nos Estados Unidos sob liberdade supervisionada.

No entanto, Magalis Zambrana, presidenta do Comitê de Solidariedade com os Cinco -como são conhecidos internacionalmente os antiterroristas- lembrou a dureza das sanções que cumprem e fez um chamado ao presidente estadunidense, Barack Obama, por sua liberdade.

Zambrana recordou a exigência de até nove ganhadores do Prêmio Nobel a favor da liberdade dos prisioneiros e instou a Obama, ganhador de um Nobel da Paz, a fazer sua contribuição.

Os Cinco foram presos em 12 de setembro de 1998 durante uma operação do Bureau Federal de Investigação na cidade de Miami, onde conseguiram infiltrar grupos violentos de origem cubana dedicados a organizar planos terroristas contra Cuba.