Membros de 40 organizações argentinas assinaram e enviaram hoje ao presidente Barack Obama, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, uma declaração na que exigem liberdade para os antiterroristas cubanos ainda encarcerados nos Estados Unidos.
Esses cinco cubanos monitoreaban em Miami as atividades terroristas de grupos e indivíduos cubano-americanos contra Cuba, em sintonía com o bloqueio e demais crimes cometidos desde o império contra a pátria de José Martí, explica a nota que será entregue à embaixada norte-americana em Buenos Aires.
As autoridades estadunidenses em vez de encarcerar aos terroristas fizeram-no com quem lutavam contra o terrorismo, em um julgamento arranjado em Miami, violando garantias de defesa e acusando-os falsamente de "conspiração para cometer espionagem".
Os detentos, remarca a declaração, nunca buscaram informação sobre o governo, suas instituições nem empresas estadunidenses, senão exclusivamente sobre os círculos anticubanos, como Irmãos ao Resgate, Orlando Bosch, Luis Posada Carriles e bandas paramilitares como Alfa 66, entre outros.
A demanda a Obama recorda que neste lapso tem tido pronunciamentos a favor dos Cinco de organismos de direitos humanos, incluindo o Comitê contra Detenções Arbitrárias da ONU, de dez prêmios Nobel de diferentes nacionalidades e de vários parlamentares e presidentes.
Pese a esse clamor internacional, quatro dos cubanos seguem presos, enquanto René González, o quinto, sente que não estará realmente em liberdade até que seus colegas voltem a casa.
"Este 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, solicitamos uma vez mais a liberdade dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos, lutadores cubanos injustamente condenados e em um caso com impedimento de visita de sua esposa por mais de 15 anos", demandam as organizações argentinas.
