FARC-EP apoiam protestos na Colômbia ao reiniciar diálogo de paz
As Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP) manifestaram hoje seu apoio a um dia nacional de protesto e mobilização social nesse país, pouco antes d início em Cuba de outro ciclo do diálogo de paz.
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Prensa Latina
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As Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP) manifestaram hoje seu apoio a um dia nacional de protesto e mobilização social nesse país, pouco antes d início em Cuba de outro ciclo do diálogo de paz.

Em um comunicado lido pelo chefe da delegação guerrilheira, Iván Márquez, a insurgência exigiu que não se criminalize o direito ao protesto social, que paralisa nessa segunda-feira 30 dos 32 departamentos da nação em rejeição às políticas econômicas do executivo.

Além disso, pediu que "o costume usual do governo de identificar toda manifestação de inconformidade social e popular com supostas ações das FARC, não dê motivo para que as forças do Estado tratem violentamente aqueles que buscam com o protesto obter soluções prontas e eficazes a suas problemas represados".

A delegação guerrilheira solicitou a revisão dos Tratados de Livre Comércio, que segundo a equipe das FARC-EP, foram assinados com os Estados Unidos sem considerar a realidade econômica nacional e desconhecendo a situação precária de seus setores produtivos.

"O livre comércio implica zero impostos, zero subsídios, zero barreiras não alfandegárias, livre fluxo de bens e serviços; tudo isso dentro de um marco competitivo. Nada disso tem sido levado em consideração pelos negociadores colombianos", denunciou.

Além disso, propuseram, em momentos de crises cafeeira, a liquidação da Federação Nacional de Cafeeiros, que levou a Colômbia a competir nessa produção não com o Brasil, senão com Honduras e El Salvador, assinala o texto.

Nesse sentido, denunciou que 70 por cento do consumo nacional é importado e se mistura café nacional com o trazido do exterior para exportá-lo como próprio.

Ratificou que a exclusão da Federação é uma necessidade sentida, pois não pode seguir-se premiando tantos enganos quando são mais de 500 mil as famílias colombianas que dependem do rendimento desse produto.

"Diante disto propomos um sistema de cooperativas cafeeiras manejadas pelos próprios produtores para ir saneando a política, estabelecendo mecanismos eficientes que libertem o cultivador de ônus desnecessários e consigam para ele um rendimento mais justo", indicou o comunicado.

Por último, a equipe das FARC-EP questionou a postura do governo de não entregar títulos de propriedade aos camponeses que há anos habitam e trabalham suas terras no Catatumbo e em outras regiões.

A agenda das conversas -iniciada em Havana em novembro do 2012- inclui, além do tema agrário (já discutido) e da participação política (em discussão) outros aspectos, como a atenção às vítimas, o problema do narcotráfico e o fim do conflito armado.