O secretário geral do movimento político Winaq e deputado do Congresso da Guatemala, Amílcar Pop, manifestou hoje sua convicção de que Fidel Castro continuará inspirando as lutas dos povos indígenas em todo mundo.
'Quero expressar meu profundo pesar pelo desaparecimento e morte do comandante Fidel Castro Ruz, que para os povos indígenas seguirá sendo a inspiração de luta de libertação em toda América Latina e no mundo', afirmou, entrevistado pela Prensa Latina.
E definiu que 'Fidel Castro representa um exemplo de dignidade, de solidariedade e de busca do rompimento de correntes do colonialismo'. 'Seguiremos essas convicções e quiçá será o melhor tributo que pode se render ao comandante, continuar com a luta desses princípios e os valores que forjaram a possibilidade de um mundo melhor', prometeu Pop e ratificou sua vontade de seguir lutando por esse sonho.
Pop visitou nesta sexta-feira a sede diplomática de Cuba no Guatemala para assinar o livro de condolências aberto desde o sábado a propósito da partida para a eternidade do reconhecido como um dos grandes estadistas do século XX e conversou com o embaixador da ilha Carlos Manuel Céspedes Piedra.
Servidores públicos da missão antilhana reconheceram que o mais bonito destes dias é ver tantas pessoas de diferentes partes deste país centro-americano, sobretudo de povos originários que chegam para deixar seu carinho e respeito à memória do herói.
'Justo aquele que mais têm ido por flores, mensagens, e até a realizar cerimônias religiosas aqui em frente, são aqueles por quem Fidel tanto lutou e em benefício de quem dirigiu quase todos seus projetos humanistas dentro e fora de Cuba', destacou Céspedes Piedra.
Entre essas pessoas de escassos recursos, movidas pelo coração, esteve León Colaj Camey, que chegou com sua família em mais de duas ocasiões consecutivas e apresentou-se a Prensa Latina como indígena maya cakchiquel, de San Juan Comalapa, deslocado pela guerra interna (1960 a 1996).
Colaj Camey não sabe ler, nem escrever, mas fez uma canção ao comandante e um poema, bem como uma cerimônia maya no lugar 'por mil razões: Fidel ensinou-nos a amar, a ter esperanças, a construir uma sociedade, a sermos humildes'.
'Amamos muito a Fidel porque mandou para cá centenas de médicos, sendo um país pobre, bloqueado, censurado pelo imperialismo, que não o deixa se desenvolver. É um homem que soube amar a seu próximo e nos ensinou a revolução, e a unidade, que é a revolução, e através da televisão temos visto o tanto que fez e que não temos podido construir na Guatemala', comentou, com a paixão de quem com sinceridade.
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Fidel Castro inspira lutas indígenas, afirma deputado na Guatemala
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Prensa Latina
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