Fidel Castro reitera perigo de uma guerra nuclea
O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, reiterou que o perigo de uma guerra nuclear promovida pelos Estados Unidos existe há vários anos, mas nos últimos seis meses a ameaça é mais evidente
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Granma Internacional
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O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, reiterou que o perigo de uma guerra nuclear promovida pelos Estados Unidos existe há vários anos, mas nos últimos seis meses a ameaça é mais evidente.
 
Fidel Castro: EUA perderia guerra convencional contra Irã
 
 
"Antes tinha concentrado os esforços na análise do sistema capitalista em geral, os métodos que a tirania imperial tem imposto à humanidade. Os Estados Unidos aplicam ao mundo as violações dos direitos mais elementares", destacou Fidel Castro em uma conversa com o acadêmico canadense Michel Chossudovsky em outubro passado.
 
No texto, publicado hoje pelo diário Granma, Fidel Castro recordou o episódio do afundamento, em uma manobra militar, do Cheonan, navio símbolo da marinha sul-coreana, o qual constituiu uma provocação contra a República Democrática da Coreia.
 
Sobre uma possível agressão ao Irã, o primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba manifestou que as ameaças contra o país persa se voltam mais iminente, sobretudo depois da Resolução 1.929 de 9 de Junho 2010, do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
 
Dita resolução -agrega Fidel- condena Teerã pelas investigações que leva e a produção de pequenas quantidades de urânio enriquecido a 20 por cento e o acusando de constituir uma ameaça para o mundo.
 
O líder revolucionário qualificou de abusiva e injusta a sanção imposta pelos Estados Unidos e seus aliados da OTAN contra o Irã.
 
Nesse sentido expressou que não pode compreender por que Rússia e China não vetaram a perigosa Resolução porque a seu julgamento "isso complicou tremendamente a situação política e põe o mundo à beira de uma guerra".
 
Eu o digo aqui com toda franqueza que não compreendo por que não se denunciou, porque teria sido importante denunciar isso, remarcou.
 
Advertiu que a guerra nuclear se converteria inevitavelmente em uma confrontação global, daí a gravidade da atual situação no Irã.