Fidel Castro, um homem que fez história, destacaram na Argentina
Com a apresentação do compêndio fotográfico "Fidel, uma história, cinco olhares", encerrou nesta capital a semana dedicada a destacar na Argentina a estatura política, obra e ideário do líder histórico da revolução cubana.
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Prensa Latina
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Com a apresentação do compêndio fotográfico "Fidel, uma história, cinco olhares", encerrou nesta capital a semana dedicada a destacar na Argentina a estatura política, obra e ideário do líder histórico da revolução cubana.

A recompilação foi apresentada ontem à noite na Feira Internacional do Livro de Buenos Aires com a presença de Alex Castro, um dos cinco autores das imagens que reúne o trabalho gráfico, e na qual dissertaram o deputado nacional Juan Carlos Junio; o reitor da Universidade Nacional de Quilmes, Mario Lozano, e o embaixador cubano, Jorge Lamadrid.

Fidel Castro e a revolução cubana "mudaram a história em muito pouco tempo e encheram de sentido prático o conceito de anti-imperialismo com um conteúdo latino-americanista", expressou o legislador Junio.

Seus ideais e obra prática - acrescentou - resultaram em "um grande nutriente que mudou nossas vidas e nossos pensamentos, e que deve seguir sendo assim", ressaltou.

"Este livro reflete o percurso pela vida de um grande homem, um grande revolucionário, um grande humanista que se entregou a uma causa justa e solidária", afirmou o deputado Junio.

Para o reitor Lozano, Fidel Castro e a revolução que levou a cabo com o povo cubano foram o "farol que iluminou a dignidade continental e a motivação para todos os revolucionários da América Latina".

Lozano destacou os projetos de cooperação técnica e tecnológica que realiza sua instituição com centros cubanos, como o desenvolvimento de um biopreparado de anticorpos monoclonal contra o câncer de pulmão.

Em si, isso é parte também das ideias de Fidel Castro de desenvolver a biotecnologia em Cuba, cujo povo tem demonstrado sua capacidade ao mundo, assinalou o regente universitário.

O embaixador Lamadrid ressaltou que o dirigente cubano foi "o mais elevado intérprete e realizador do ideário martiano, ao mesmo tempo em que destacou sua genialidade em articular a unidade no povo cubano, chave para enfrentar 55 anos de constante agressão norte-americana, "cada vez mais brutal".

A característica humanista e solidária de Fidel Castro levou-o a lançar iniciativas de assistência médica e em outras frentes em países necessitados, como o envio de 400 médicos - recordou - ao Haiti em 1998.

Como parte dessa política, impulsionou os programas Operação Milagre e Eu posso, que na Argentina, por exemplo, têm devolvido a visão a mais de 30 mil pessoas desde 2005 e alfabetizado 26 mil argentinos pobres.

Com a apresentação do livro, encerrou a "Semana de Fidel" na Argentina, que incluiu também a abertura de uma exposição fotográfica, ainda aberta, e uma mesa redonda onde se dissertou sobre a influência de sua obra prática na América Latina.