Fitas amarelas estremecem o mundo pelos Cinco
Um velho recurso da memória emotiva de ingleses e estadunidenses, as fitas amarelas, estremeceram o mundo ao cumprirem, nas últimas horas, 15 anos da detenção nos Estados Unidos dos antiterroristas cubanos.
Fonte
Prensa Latina
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Um velho recurso da memória emotiva de ingleses e estadunidenses, as fitas amarelas, estremeceram o mundo ao cumprirem, nas últimas horas, 15 anos da detenção nos Estados Unidos dos antiterroristas cubanos.

A todos comoveu a ideia de ter como aliado nesse dia o que é já um símbolo do povo do norte, e que foi proposta por René González, um dos Cinco, como são conhecidos ele, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González.

Os laços foram o centro do "terremoto de amor" ao que González convidou por este novo aniversário da prisão arbitrária destes lutadores cubanos, condenados por interromper planos terroristas contra seu país desde Miami.

"Tie a yellow ribbon round the old oak tree" foi a canção que serviu como apoio sonoro desta mensagem de irmãos cubanos e do mundo aos estadunidenses para que saibam que nesta ilha eles são esperados em suas casas.

De acordo com o ator estadunidense Danny Glover, entre os mais ativos nesta campanha mundial pelos Cinco, sua esperança é que milhões no mundo assumam esta causa como sua.

Se em Havana e em toda Cuba as árvores amanheceram amarradas com fitas amarelas e a população se vestiu com essas cores, em outras partes do mundo milhares exigiram a liberdade destes homens, considerados Heróis em seu país.

Presidentes como os da Venezuela e ad Bolívia, atletas, intelectuais, artistas, grupos políticos e solidários fizeram sua parte em praças e parques durante esta jornada internacional para exigir liberdade para os antiterroristas.

O mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, disse em uma mensagem pela rede social de twitter: Queridos heróis de Cuba e América inteira, da Venezuela de Bolívar e Chávez, admiramo-los e amamos! Liberdade Já!!.

Já o chefe de Estado boliviano, Evo Morales, enviou uma mensagem parecida ao Encontro Internacional chamado '15 anos, Basta!', realizado nessa capital.

O foro serviu de plataforma para que os amigos de todos os lugares fizessem chegar seus reivindicações contra o que consideram uma injustiça por parte do governo dos Estados Unidos ao manter atrás das grades esses homens que não representam um perigo para o país.

Entre os oradores, a vice-ministra cubana de Relações Exteriores, Ana Teresita González, disse que o caso destes cubanos é uma prova irrefutável da cumplicidade de Washington com o terrorismo.

Precisamos de mais e melhores ações que permitam aumentar a pressão internacional sobre a administração Obama e desemboquem na libertação deles, afirmou Nalda Vigezzi, do Comitê Internacional.

Representantes do movimento de solidariedade a Cuba em países como Espanha, El Salvador e Nicarágua reafirmaram seu compromisso com a divulgação da situação destes homens até conseguir voltar a seu país.

O Partido Comunista Paraguaio, entre outras organizações, exigiu ao governo dos Estados Unidos a imediata libertação destes prisioneiros, julgados pelo delito de proteger sua nação contra ataques terroristas.

Danny Rivera, o cantor porto-riquenho, disse que é testemunha dos esforços deste povo para conseguir o retorno de seus irmãos, enquanto o campeão mundial cubano de salto em altura, Javier Sotomayor, uniu sua voz àqueles no mundo que clamam pelo fim desta situação.

Ao chegar esta data, o jornal inglês The Guardian publicou um artigo de René González sobre o que tem sido esta injustiça cometida em um julgamento irregular contra aqueles que defendiam seu povo da morte.

Martin Garbus, defensor de Gerardo Hernández, condenado a mais duas cadeias perpétuas e outros 15 anos na prisão, disse que novas evidência dessas ilegalidades poderiam aparecer nas revelações feitas pelo ex-soldado Bradley Manning e pelo ex-consultor de inteligência Edward Snowden.

Sabemos que espionaram as conversas telefônicas dos advogados dos Cinco, espionaram os correios eletrônicos, inclusive emitiram ordens contra eles usando métodos ilegais, afirmou.

Estamos na busca das provas e dos documentos legais, que presentaremos nos próximos meses, adiantou.

Cuba denunciou este caso novamente perante o Conselho de Direitos Humanos e sua embaixadora em Genebra, Anayansi Rodríguez, lembrou que Os Cinco vigiaram ações de grupos terroristas que promovem agressões contra seu país.

Como epílogo da jornada solidária, a Tribuna Anti-imperialista de Havana se encheu de jovens que escutaram mensagens gravadas pelos Cinco em suas celas na prisão e, com música, homenagearam o serviço que eles prestaram à Pátria.