Já são 25 dias de resistência em Honduras e ainda não há solução
Os membros da Frente Nacional Contra o Golpe de Estado de Honduras voltaram a marchar, nesta terça-feira, pelas ruas da capital, ao cumprir-se o 24º dia consecutivo de resistência pacífica.
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ACN
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Os membros da Frente Nacional Contra o Golpe de Estado de Honduras voltaram a marchar, nesta terça-feira, pelas ruas da capital, ao cumprir-se o 24º dia consecutivo de resistência pacífica.

Durante seu trajeto por avenidas centrais da capital desse país da América Central, os manifestantes exigiram a volta do presidente constitucional, José Manuel Zelaya Rosales, expulso pela força do país depois do golpe de estado de 28 de junho.

Em tanto, o próprio Zelaya, reiterou sua disposição de voltar a território hondurenho neste final de semana, e precisou que não haverá mais reunião em Costa Rica. “Estou iniciando já minha volta a Honduras. Vou fazê-lo a partir da quarta-feira por qualquer dos pontos fronteiriços que tem Honduras com a Guatemala, El Salvador ou Nicarágua”, disse Zelaya em declarações ao jornal argentino La Nación .

Interrogado sobre a possibilidade de que seja preso, afirmou que não é possível que criminosos julguem governos legítimos e lamentou a ruptura do estado de direito.

O chefe do regime de facto, Roberto Micheletti , ratificou que não permitirá a entrada de Zelaya , e deu instruções à polícia para detê-lo, caso ele ingressar no país.

A Frente Nacional contra o Golpe de Estado prepara para esta semana um massivo recebimento de seu presidente legítimo por qualquer ponto pelo que se produza a volta.

De maneira simultânea, a Frente convocará a uma greve-geral para quinta e sexta-feira, a fim de debilitar os empresários que apóiam o golpe e obrigar o regime de facto a entregar o poder.

De acordo com José Luis Baquedano, dirigente da Confederação de Trabalhadores de Honduras, também estão previstos bloqueios de estradas, tomada de edifícios públicos e fechamento das fronteiras.

Enquanto, a primeira dama Xiomara Castro, expressou em entrevista com Telesur que o fato de ter passado, com acréscimos, o prazo de 72 horas proposto pela Organização de Estados Americanos (OEA) para desmantelar o governo golpista, fica refletida a tolerância de Zelaya, “porque ele está buscando sua volta em paz. O desejo dele não é entrar à força, mas cumprir as normas que se foram estabelecendo. Fomos esgotando a parte diplomática ante este regime ditatorial militar que tem dado um golpe traiçoeiro ao povo hondurenho”.

WASHINGTON SE APRESSA

A embaixada dos Estados Unidos adiantou a setores golpistas de Honduras o plano do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, para a solução condicionada da crise, revelou o jornal La Tribuna.

O colunista Juan Ramón Martínez afirma que o embaixador norte-americano, Hugo Llorens, expôs a um grupo de políticos e empresários as propostas de Arias, 24 horas antes das negociações em San José no sábado passado.

La Tribuna é propriedade do ex-presidente Carlos Flores Facussé (1998-2002), um dos mais ricos empresários do país e considerado entre os principais promotores do golpe.

De acordo com a AFP, citada por um jornalista de Granma, ao mesmo tempo, o governo de facto de Honduras deu nesta terça-feira 72 horas ao pessoal da embaixada da Venezuela para abandonar o país.