Os antiterroristas cubanos condenados nos Estados Unidos enviaram hoje aqui uma mensagem "à consciência do mundo e ao povo norte-americano", publicada pelo jornal Granma.
Antonio Guerrero, Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino e Fernando González foram detidos em 1998 na cidade de Miami por vigiarem grupos anticubanos que organizavam e executavam ações contra a ilha.
Os Cinco, como são conhecidos, foram condenados a longas e severas penas de prisão, que incluíram várias prisões perpétuas.
Depois de cumprir 13 anos de cárcere, um período de liberdade supervisionada e renunciar à cidadania estadunidense, René González voltou a Cuba em abril de 2013. É o único que regressou à ilha.
Hoje completam 15 anos, desde o dia 12 de setembro de 1998, que a brutalidade de cinco detenções simultâneas irrompeu em nossos lares para dar começo a um dos capítulos mais bochornosos da história legal norte-americana: O julgamento contra aqueles que hoje somos conhecidos como Os Cinco, contaram.
Em sua mensagem, denunciaram que as evidência foram adulteradas, danificadas e suprimidas. As ordens da juíza foram abertamente debochadas. Os terroristas citados como testemunhas pela defesa foram ameaçados em público a serem presos caso não acolhessem a Quinta Emenda contra a autoincriminação.
Os Cinco criticaram também o papel dos meios de comunicação, aos quais acusaram de manter o povo norte-americano na ignorância, "enquanto a sede do julgamento era bombardeada sem misericórdia com um mar de propaganda contra os acusados".
Na sua opinião, a conduta dos promotores, juízes e do governo neste caso não foi um acidente.
"É impossível comportar-se eticamente quando por um fim em que se misturam o ódio político com a arrogância pessoal e a vingança são levantadas acusações cuja defesa só pode ser feita com o deboche às leis, a prevaricação e o abuso do poder", afirmaram.
Não transigimos -agregaram- porque envolver Cuba, a nação que estávamos protegendo, em acusações falsas para engrossar um expediente do governo norte-americano contra a ilha teria sido um imperdoável ato de traição ao povo que amamos.
Recordaram que nestes 15 anos o sistema de justiça dos Estados Unidos tapou os ouvidos ao clamor das Nações Unidas, Anistia Internacional, vários prêmios Nobel, parlamentos, personalidades e instituições jurídicas e religiosas.
Só o levantamento desse outro bloqueio, o que foi imposto ao povo dos Estados Unidos para que o desconheça, faria possível a esperança de que se coloque fim a essa injustiça, acrescentaram.
Os Cinco continuaremos sendo merecedores desta grande demostração de carinho; continuaremos sendo dignos filhos do povo solidário e generoso que o protagoniza, e do apoio daqueles que ao redor do mundo se uniram a nossa causa.
