OMS e Cuba chamam a aumentar esforços contra o ebola
Um chamado aos governos a se somarem a um esforço global para enfrentar o ebola foi feito hoje pela diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, e pelo ministro cubano de Saúde Pública, Roberto Morales.
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Granma Internacional
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Um chamado aos governos a se somarem a um esforço global para enfrentar o ebola foi feito hoje pela diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, e pelo ministro cubano de Saúde Pública, Roberto Morales.

"Se vamos à guerra contra o ebola, precisamos de recursos para lutar", expressou Chan em um comunicado, onde agradeceu a generosidade do governo cubano e dos profissionais da saúde que ajudarão a conter o pior surto de febre hemorrágica da história.

A nação caribenha enviará à África Ocidental uma brigada de 165 colaboradores, deles 62 médicos e 103 enfermeiros, com mais de 15 anos de experiência profissional e que já trabalharam no confronto a desastres naturais e epidemiológicos em vários países.

Chan agradeceu especialmente ao líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, e ao presidente, Raúl Castro, pela rápida resposta ao apoio solicitado pela OMS e pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, a vários países.

A OMS possui 170 especialistas na Libéria, Serra Leoa e Guiné Conakry, mas estima-se que ainda são necessários entre 500 e 600 profissionais a mais.

O tema foi objeto de análise aqui esta semana durante uma reunião de trabalho, presidida pela diretora geral da OMS e pelo ministro cubano de Saúde, Roberto Morales.

O ministro considera que o confronto à febre hemorrágica deve ser feito de uma maneira integrada, sob a condução da OMS, a fim de que possa ter um maior resultado.

Morales reiterou o chamado aos governos e responsáveis por Saúde a somar-se a este esforço, em um momento que a África necessitando de solidariedade internacional urgente.

A de 2014 é a epidemia mais complexa de ebola que se conhece até hoje, com 4.784 casos registrados e mais de 2.400 vítimas fatais, segundo dados atualizados hoje pelo organismo internacional.