Os Cinco viajam a Cape Town sede do Parlamento sul-africano
Fonte
Prensa Latina
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No seu segundo dia de estada África do Sul, os cinco antiterroristas cubanos viajam hoje para Cape Town, província de Western Cape, onde serão recebidos na sede do Parlamento.
 
Segundo o programa, amanhã terão uma reunião com a Comissão de Relações Internacionais do Legislativo e na quarta-feira sustentarão um encontro com o líder do Congresso Nacional Africano (ANC).
 
O Parlamento emitiu sua resolução formal em solidariedade com este caso e pediu em agosto do passado ano a liberdade de Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero, os três que permaneciam em prisões estadunidenses.
 
Por Western Cape inicia o percurso de Hernández, Labañino, Guerrero, Fernando González e René González por cinco das nove províncias do país, nesta visita que cumprem por um convite do ANC.
 
Os Cinco -como são identificados mundialmente - chegaram ontem à África do Sul e desde sua chegada receberam o abraço de um povo que fez muito por sua libertação, segundo expressaram em suas mensagens de agradecimento.
 
No cemitério onde renderam tributo a Oliver Tambo, Gerardo disse que um dia "celebraremos também o fim do bloqueio", que por mais de cinco décadas impõe Estados Unidos contra Cuba.
 
Foi um carinho enorme, expressou René à Prensa Latina pouco depois de sua chegada ao referir-se às impressões iniciais.
 
Junto ao ANC organizaram esta visita os membros da aliança de governo (Partido Comunista e Congresso dos Sindicatos Sul-africanos, Cosatu).
 
Também desempenharam um importante papel a Associação de Amizade com Cuba na África do Sul e a Associação de Advogados Democráticos, entre outros.
 
A estada dos Cinco, que se estenderá até o próximo 3 de julho, é a primeira que realizam todos juntos fora da América Latina (antes só tinham viajado à Venezuela), e se inscreve dentro das celebrações pelos 60 anos da aprovação da Freedom Charter (Carta da Liberdade).
 
Condecorados com o título de Heróis da República de Cuba, os Cinco preveniram seu país de ações terroristas planificadas a partir do sul do estado norte-americano da Flórida por grupos extremistas do exílio cubano.
 
Em 12 de setembro de 1998 foram presos na cidade de Miami, sofreram o confinamento solitário e um processo judicial cheio de irregularidades no qual os condenaram em 2001 a longas e desproporcionadas sentenças.
 
Com a libertação em 17 de dezembro de Hernández, Labañino e Guerrero, os três que ficavam em prisões dos Estados Unidos, se fechou o capítulo de uma história que estudiosos e personalidades de diferentes âmbitos catalogaram de uma grande injustiça.
 
Ao final de 10 dias na África do Sul, continuarão viagem para Namíbia e Angola, última etapa da viagem pela África.