Política dos EUA Ameaça a Paz, diz presidente cubano
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Prensa Latina
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou hoje que a agressividade da política imperial americana é uma ameaça real à paz e à segurança na América Latina.
 
O presidente disse em sua conta no Twitter que o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, 'está mentindo mais uma vez'.
 
Ele acrescentou que as calúnias, as ameaças, as mentiras e o uso da pressão desacreditaram o império.
 
No dia anterior, o Ministro das Relações Exteriores Bruno Rodríguez também denunciou as ações de Washington contra países latino-americanos como a Venezuela e a Nicarágua, com a cumplicidade da Organização dos Estados Americanos (OEA).
 
Os Estados Unidos estão usando a Assembleia da OEA como uma plataforma para atacar governos que agem independentemente, e está tentando impor seu discurso baseado na Doutrina Monroe, que proclama que a América é para os americanos, lembrou o ministro das Relações Exteriores.
 
Pompeo disse na terça-feira em sua conta no Twitter que 'não pode haver eleições livres e justas na Venezuela quando o regime ataca sistematicamente seus próprios cidadãos e instituições democráticas'. É assim que ele faz alusão às eleições parlamentares de 6 de dezembro na nação sul-americana, que são alvo de campanhas difamatórias por parte da Casa Branca e da União Europeia, que mesmo antes das eleições persistem em ignorá-las.
 
A transparência das eleições legislativas venezuelanas é garantida por auditorias em cada uma das etapas do exercício democrático, lideradas pelo Conselho Nacional Eleitoral.
 
Este é o 25ú processo eleitoral enfrentado pela Revolução Bolivariana, que apesar da agressão do Governo dos Estados Unidos e das manobras para fazê-la fracassar, tem sido vitorioso na maioria deles.
 
Pompeo também mentiu sobre a realidade da Nicarágua, mencionando que os protestos de abril de 2018, encorajados por Washington, foram respondidos 'com balas, opressão e prisão injusta'; quando o governo sandinista foi o primeiro a estender a mão ao diálogo e à conciliação.