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Presidente nicaragüense denuncia censura em Cúpula das Américas (I)
Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, denunciou nesta quarta-feira na TV Cubana a censura imposta aos Chefes de Estado e Governo da América Latina e o Caribe, que participaram na recente V Cúpula das Américas.
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PL
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Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, denunciou nesta quarta-feira na TV Cubana a censura imposta aos Chefes de Estado e Governo da América Latina e o Caribe, que participaram na recente V Cúpula das Américas.
O estadista centro-americano compareceu no programa Mesa Redonda, em que destacou que o líder Fidel Castro teve muita razão em qualificar essa reunião de secreta, ainda que ele agregou que foi uma reunião censurada.
Ortega culpou desse proceder à delegação norte-americana, que participou junto à Organização de Estados Americanos (OEA) na preparação dessa reunião continental, e o comparou com a maneira de agir dos organizadores das cúpulas ibero-americanas, cujos debates foram abertos para todos.
O chefe de estado nicaragüense afirmou que apesar da censura e as proibições dos organizadores, se filtrou alguma informação de maneira clandestina e que isso lhe fez lembrar de seus anos na cadeia, quando só assim se podia passar informação para fora.
Foi preciso buscar uma forma de vazar a informação porque estava totalmente proibido, sublinhou.
A única oportunidade de falar diretamente aos povos, segundo o líder, foi na abertura da Cúpula, mas o discurso esteve limitado a dez minutos, um tempo muito reduzido para dizer alguma coisa.
Ortega falou em nome dos países centro-americanos e Dominicana, expressando as preocupações dessas nações e parte da declaração aprovada na Cúpula Extraordinária da Alternativa Bolivariana dos Povos de Nossa América (ALBA), efetuada um dia antes na cidade venezuelana de Cumaná.
Daí a importância da reunião de Cumaná, onde demos a conhecer a posição da ALBA face ao foro de Trinidad e Tobago, que permitiu nos adiantar e passar à ofensiva para dar a conhecer nossas propostas sobre temas importantes.
Daniel Ortega destacou que todos têm direito de se expressarem e que nestes tempos ninguém pode ser calado. Aliás, recordou como na Cúpula Ibero-americana do Chile, em que a presidenta Michelle Bachelet se reuniu em particular com os estadistas da região, possibilitando um intercâmbio franco e aberto de opiniões.
Mais adiante criticou o tratamento aos Chefes de Estado e de Governo ao chegarem ao aeroporto de Porto Espanha, a capital de Trinidad e Tobago. Lá, por conta da chegada do “Imperador do Hemisfério”, ou seja, o presidente norte-americano Barack Obama, Ortega e outros líderes latino-americanos tiveram que esperar ao redor de três horas para aceder ao terminal aéreo local.
Assim Luiz Inácio Lula da Silva, Evo Morales, Michelle Bachelet e Felipe Calderón, presidentes do Brasil, Bolívia, Chile e México, respectivamente, tiveram que esperar, o que foi “uma falta de respeito”, disse.
Ao respeito considerou como a primeira grande vitória do conclave que o tema de Cuba estivesse nos debates dessa reunião, pois foi mencionado pelos governos latino-americanos e caribenhos, inclusive até pelos governantes de direita, que demandaram o final do bloqueio econômico dos E.U. à Pátria de José Martí. Posição unânime de todos.
Para Ortega, apesar de sua exclusão desse formato, a presença de Cuba foi evidente antes, durante e após a Cúpula hemisférica.
Era um tema que não podia ser evitado nem censurado, não podiam nos proibir de falarmos de Cuba, porque são cada vez mais os povos e governos aí representados, que quebraram as correntes da censura e submissão aos ditados da política imperial, pois ocorreu uma mudança na região, disse.
As delegações dos E.U. e do Canadá não tiveram mais remédio que escutar a demanda de fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra o povo cubano.
O presidente da Nicarágua elogiou as palavras do mandatário boliviano Evo Morales, que recordou ao presidente Obama que não se pode esquecer a história por seu impacto no presente e no futuro.
Depois de denunciar as conspirações de elementos da embaixada norte-americana em Manágua contra o governo nicaragüense, referiu-se ao triste passado ao serviço da intervenção na América Central de John Negroponte, atual embaixador de EE.UU. em seu país.
Assinalou que os EUA vivem apanhando em sua própria história expansionista e belicista, e elogiou a intervenção do presidente cubano Raúl Castro Ruz na Cúpula extraordinária da ALBA em Cumaná, a qual qualificou de grande clareza e firmeza.
Depois de recusar as manipulações de Hillary Clinton, secretária de estado norte-americano, sobre supostas diferenças entre Raúl e Fidel, referiu-se à disposição avançada por Havana de dialogar sobre qualquer tema com Washington em plano de igualdade e respeito mútuos.
O estadista centro-americano compareceu no programa Mesa Redonda, em que destacou que o líder Fidel Castro teve muita razão em qualificar essa reunião de secreta, ainda que ele agregou que foi uma reunião censurada.
Ortega culpou desse proceder à delegação norte-americana, que participou junto à Organização de Estados Americanos (OEA) na preparação dessa reunião continental, e o comparou com a maneira de agir dos organizadores das cúpulas ibero-americanas, cujos debates foram abertos para todos.
O chefe de estado nicaragüense afirmou que apesar da censura e as proibições dos organizadores, se filtrou alguma informação de maneira clandestina e que isso lhe fez lembrar de seus anos na cadeia, quando só assim se podia passar informação para fora.
Foi preciso buscar uma forma de vazar a informação porque estava totalmente proibido, sublinhou.
A única oportunidade de falar diretamente aos povos, segundo o líder, foi na abertura da Cúpula, mas o discurso esteve limitado a dez minutos, um tempo muito reduzido para dizer alguma coisa.
Ortega falou em nome dos países centro-americanos e Dominicana, expressando as preocupações dessas nações e parte da declaração aprovada na Cúpula Extraordinária da Alternativa Bolivariana dos Povos de Nossa América (ALBA), efetuada um dia antes na cidade venezuelana de Cumaná.
Daí a importância da reunião de Cumaná, onde demos a conhecer a posição da ALBA face ao foro de Trinidad e Tobago, que permitiu nos adiantar e passar à ofensiva para dar a conhecer nossas propostas sobre temas importantes.
Daniel Ortega destacou que todos têm direito de se expressarem e que nestes tempos ninguém pode ser calado. Aliás, recordou como na Cúpula Ibero-americana do Chile, em que a presidenta Michelle Bachelet se reuniu em particular com os estadistas da região, possibilitando um intercâmbio franco e aberto de opiniões.
Mais adiante criticou o tratamento aos Chefes de Estado e de Governo ao chegarem ao aeroporto de Porto Espanha, a capital de Trinidad e Tobago. Lá, por conta da chegada do “Imperador do Hemisfério”, ou seja, o presidente norte-americano Barack Obama, Ortega e outros líderes latino-americanos tiveram que esperar ao redor de três horas para aceder ao terminal aéreo local.
Assim Luiz Inácio Lula da Silva, Evo Morales, Michelle Bachelet e Felipe Calderón, presidentes do Brasil, Bolívia, Chile e México, respectivamente, tiveram que esperar, o que foi “uma falta de respeito”, disse.
Ao respeito considerou como a primeira grande vitória do conclave que o tema de Cuba estivesse nos debates dessa reunião, pois foi mencionado pelos governos latino-americanos e caribenhos, inclusive até pelos governantes de direita, que demandaram o final do bloqueio econômico dos E.U. à Pátria de José Martí. Posição unânime de todos.
Para Ortega, apesar de sua exclusão desse formato, a presença de Cuba foi evidente antes, durante e após a Cúpula hemisférica.
Era um tema que não podia ser evitado nem censurado, não podiam nos proibir de falarmos de Cuba, porque são cada vez mais os povos e governos aí representados, que quebraram as correntes da censura e submissão aos ditados da política imperial, pois ocorreu uma mudança na região, disse.
As delegações dos E.U. e do Canadá não tiveram mais remédio que escutar a demanda de fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra o povo cubano.
O presidente da Nicarágua elogiou as palavras do mandatário boliviano Evo Morales, que recordou ao presidente Obama que não se pode esquecer a história por seu impacto no presente e no futuro.
Depois de denunciar as conspirações de elementos da embaixada norte-americana em Manágua contra o governo nicaragüense, referiu-se ao triste passado ao serviço da intervenção na América Central de John Negroponte, atual embaixador de EE.UU. em seu país.
Assinalou que os EUA vivem apanhando em sua própria história expansionista e belicista, e elogiou a intervenção do presidente cubano Raúl Castro Ruz na Cúpula extraordinária da ALBA em Cumaná, a qual qualificou de grande clareza e firmeza.
Depois de recusar as manipulações de Hillary Clinton, secretária de estado norte-americano, sobre supostas diferenças entre Raúl e Fidel, referiu-se à disposição avançada por Havana de dialogar sobre qualquer tema com Washington em plano de igualdade e respeito mútuos.
