Presidentes latino-americanos apelam para integração continental no FSM
Uma das respostas do continente latino-americano à atual crise econômica global é a aceleração da integração dos países da área. A essa conclusão chegaram vários dos presidentes da região que participam do Fórum Social Mundial (FSM), que se desenvolve em Belém do Pará, Brasil.
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AIN
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HAVANA, Cuba, 30 jan (ACN) Uma das respostas do continente latino-americano à atual crise econômica global é a aceleração da integração dos países da área. A essa conclusão chegaram vários dos presidentes da região que participam do Fórum Social Mundial (FSM), que se desenvolve em Belém do Pará, Brasil.

Luis Inácio Lula da Silva (Brasil), Hugo Chávez (Venezuela), Fernando Lugo (Paraguai), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador) participaram na quinta-feira de uma discussão sobre integração popular nas Américas, informou o jornal cubano Granma.

Lula lembrou, que visando expandir o comércio mundial, tinha realizado grandes esforços para fazer avançar a Ronda de Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC), constatando que ele tinha oferecido ao antigo presidente dos E.U. Bush incluir o tema em sua agenda.

Além disso, o líder brasileiro afirmou que sempre que houver “diferenças” era preciso “sentar e negociar” com os vizinhos, como no caso da disputa sobre a Usina de Itaipu com o Paraguai ou o decreto de nacionalização na Bolívia de ativos da Petrobras.

No mesmo fórum, Hugo Chávez disse que confrontados com a “crise perfeita” o momento era ideal “para planejar com maior detalhe” o grande projeto nacional da América Latina e do Caribe. Ainda, Chávez instou seu recém investido colega dos E.U. Barack Obama a ser um sinal de mudança no horizonte do mundo.

“Estamos em um período de observação. Já disse que o fechamento da prisão de Guantánamo é uma boa idéia, mas o território deve ser devolvido aos cubanos porque pertence a eles”, disse Chávez.
Entretanto, Fernando Lugo disse que os movimentos populares são os que estão impulsionando as atuais mudanças na América Latina.
O presidente paraguaio também opinou que o terreno ocupado pela Base Naval de Guantánamo dos E.U. “é território cubano” e “deve ser devolvido ao povo livre”.

Falando aos representantes dos quatro mil movimentos sociais representados no evento, Evo Morales pediu uma mobilização mundial para pôr fim ao intervencionismo norte-americano e destacou o papel dessas organizações na luta contra o imperialismo.

Do mesmo modo, Rafael Correa defendeu um modelo socialista, onde prima o planejamento governamental da economia e a vida social. 

Dirigindo-se a uma multidão animada de ativistas o líder equatoriano elogiou processos de mudança que transcorrem hoje no continente e destacou a Revolução Cubana e seu principal líder Fidel Castro, como exemplos.  

Cerca de 100.000 militantes de 150 países estão participando do Fórum Social Mundial, que terminará no dia 01 de fevereiro.