Os 1.096 médicos brasileiros inscritos no programa "Mais Médicos" do governo federal viajarão hoje aos 454 municípios desse país, para iniciar imediatamente seus trabalhos.
Esses profissionais trabalharão em unidades de atenção primária de saúde do interior e nos arredores das grandes cidades, afirmou o secretário de Gestão de Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mozart Sales.
Ele destacou que o Rio de Janeiro receberá o grupo de especialistas que será distribuído em diversas localidades desse estado, enquanto outros servidores públicos farão o mesmo em outras capitais estaduais do Brasil.
Diferentemente dos 644 estrangeiros que iniciam nessa segunda-feira a segunda semana do curso de treinamento onde aprendem sobre o sistema público de saúde e consolidam o conhecimento da língua portuguesa, os médicos dessa nação passaram por apenas sete dias de instrução.
As aulas e seminários são realizados em universidades federais das cidades de Brasília (Distrito Federal), Fortaleza, estado de Ceará, Recife (Pernambuco), Salvador (Bahia), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Belo Horizonte (Minas Gerais), Rio de Janeiro e São Paulo, e serão concluídos no próximo dia 16.
Dessa forma, começa o programa apresentado em julho último pela presidenta Dilma Rousseff e que tem como objetivo garantir e melhorar a assistência de saúde a todos os cidadãos.
Rousseff recordou na semana passada que a falta de médicos e a vontade de estender a atenção à saúde motivou o lançamento deste programa e a solicitação de especialistas estrangeiros.
As autoridades brasileiras anunciaram que precisam de mais 15 mil médicos para cobrir a demanda interna, pelo que foi anunciado no último dia 19 outro chamado para os interessados em participar deste plano.
Os 1.096 profissionais estrangeiros trabalharão em 519 municípios e 16 distritos indígenas que não contam com médicos e estão localizados entre os territórios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano e cuja maioria da população vive na extrema pobreza.
Do grupo de estrangeiros, 244 são da Espanha, da Argentina, do Uruguai, e outros 400 chegaram de Cuba.
A participação cubana foi acertada após a assinatura de um acordo de cooperação do Ministério de Saúde Pública da ilha com a Organização Pan-americana de Saúde para a prestação de serviços na atenção básica da saúde no Brasil, dentro dos princípios de cooperação Sul-Sul.
Está previsto que até o final do ano cheguem a esse país outros 3.600 médicos da maior das Antilhas.
