Prosseguem diálogos de paz entre governo colombiano e FARC-EP
Fonte
Prensa Latina
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Os diálogos de paz entre o governo e as insurgentes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) prosseguem hoje aqui, após desmentirem que o processo estivesse paralisado, como divulgaram os meios de comunicação desse país.
 
Ontem, ao comparecer no Palácio das Convenções desta capital, sede dos diálogos, o porta-voz da delegação guerrilheira Carlos Antonio Lozada confirmou à imprensa que as discussões não estavam interrompidas.
 
Sua afirmação rejeitou as versões de jornais colombianos que informavam da paralisação do processo a partir de um suposto comunicado do máximo líder das FARC-EP, Timoleón Jiménez, no qual expressava preocupação pela falta de avanços no tema das zonas de concentração.
 
Segundo explicou Lozada, o documento é uma circular interna emitida pelo comandante em chefe do grupo ante o cenário derivado da apresentação de um documento por parte da delegação governamental, que desestima os avanços conseguidos nesse particular. Ante esta situação viram-se freadas as discussões na subcomissão técnica sobre esse ponto da agenda, comentou o porta-voz, ao mesmo tempo em que enfatizou que, apesar disso, a Mesa de diálogos nunca interrompeu suas atividades.
 
Lozada também aproveitou a ocasião para denunciar que Bogotá pretende impor sua visão nas conversas, e destacou que as FARC-EP baseiam o êxito das mesmas na bilateralidade dos acordos.
 
Não se trata de pactuar uma rendição incondicional da insurgência, mas de consensuar um processo de paz, afirmou.
 
O delegado de paz da força guerrilheira recordou que esta foi traída sucessivamente no passado pelo Estado colombiano, e reivindicou o direito de tomar as medidas apropriadas "para evitar novos enganos e ataques, sem riscos".
 
Representantes do governo colombiano e das FARC-EP buscam desde 2012 na capital da maior das Antilhas uma saída política ao conflito armado que enfrentam há mais de meio século, no qual como consequência morreram cerca de 300 mil pessoas.
 
Como resultado de tais encontros, ambas delegações alcançaram consensos nos temas de reforma rural integral, participação política, combate às drogas ilícitas e reparação às vítimas.
 
Atualmente abordam o relativo ao cessar-fogo bilateral, à deposição das armas, e a desmobilização e reintegração à sociedade dos agora guerrilheiros.
 
Igualmente, debatem em torno do mecanismo mais adequado para referendar pela via popular o conjunto do que for pactuado nos diálogos de paz.