Integrantes do movimento de solidariedade a Cuba reafirmaram ontem seu apoio ao povo brasileiro e à defesa da constitucionalidade e da democracia nesse país, ameaçadas pelo que definiram como uma ferrenha intentona golpista.
Em um ato realizado no Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), os participantes rechaçaram também as expressões de violência e intolerância que a direita política do Brasil impulsiona contra o governo democraticamente eleito pelo povo, liderado pela presidenta Dilma Rousseff.
Segundo declarou à Prensa Latina o especialista principal do ICAP, Fabio Simeón, o respaldo da solidariedade a Cuba à institucionalidade democrática do gigante sul-americano nesta jornada se reveste de um significado especial.
Em 31 de março, há 52 anos, Brasil viveu o golpe de Estado contra o presidente progressista João Goulart, uma manobra que deu início a uma ditadura militar (1964-1985) apoiada pelo governo dos Estados Unidos e que acabou com a vida de mais de 421 pessoas, entre mortos e desaparecidos, recordou Simeón.
Por sua vez, a presidenta do ICAP, Kenia Serrano, destacou a importância da solidariedade para a luta do povo brasileiro, que enfrenta sérias ameaças às conquistas sociais alcançadas nos anos de mandato do Partido dos Trabalhadores (PT).
Nós, os movimentos progressistas, lutamos para que não se repita nenhum golpe de Estado, afirmou Serrano, que acrescentou que no Brasil está em marcha um, disfarçado por vias judiciais, mas com o único fim de destituir um governo que realmente conta com respaldo popular.
Comentou que isto ocorre em um momento onde as forças imperialistas buscam reverter as conquistas de nossas lutas, e deter ou desacelerar o avanço da integração latino-americana e caribenha.
Mas nós, os povos, não vamos permitir. Cuba está ao lado do povo brasileiro e defenderá ativamente suas conquistas, afirmou.
Em sua intervenção no ato, o secretário executivo da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes, Rafael Bogoni, ressaltou o impacto positivo das políticas do PT no desenvolvimento da sociedade brasileira, mediante as quais mais de 30 milhões de pessoas conseguiram sair da pobreza.
Igualmente, o também diretor da União Nacional de Estudantes do Brasil, que reúne mais de quatro milhões de jovens, destacou que defender a democracia na nação do sul não é apenas defender conquistas sociais, mas também os processos de integração latino-americana.
Graciela Ramírez, presidenta do comitê internacional Justiça, Paz e Dignidade dos Povos, também falou no ato de apoio.
Em suas palavras, criticou os ataques e manobras da direita contra Dilma Rousseff e o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, duas figuras que qualificou de incontestáveis e cujos delitos são o de ter sido no passado uma prisioneira política e continuar os programas sociais iniciados por Lula, no caso de Dilma, e ele por ser um operário metalúrgico que nunca deixou de lutar pelo povo, afirmou. Por último, o Herói da República de Cuba e vice-presidente do ICAP, Fernando González, exortou a todos os amigos de Cuba no mundo a se sensibilizar com o que hoje ocorre no Brasil.
Além disso, chamou as forças da ordem e instituições constitucionais brasileiras a respaldar o governo legítimo de Dilma Rousseff e respeitar a vontade popular expressada nas urnas.
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Reafirmam em Havana apoio ao povo e à constitucionalidade do Brasil
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Prensa Latina
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