Um painel de intelectuais que incluiu o escritor e poeta cubano Víctor Casaus resgatou a vigência que hoje tem o pensamento latino-americanista do prócer da independência de Cuba, José Martí.
Além do titular do Centro Cultural Pablo da Torriente Brau expuseram sobre a obra, vida e ideário martiano a presidenta da Associação pela Unidade de Nossa América (AUNA), Ana María Ramb, e o escritor Vicente Batista, ambos argentinos.
A dissertação foi o eixo central do ato efetuado ontem à noite na Embaixada de Cuba em Buenos Aires para celebrar o aniversário 163 do nascimento de Martí, que não só elevou a faixa mundial as letras cubanas, mas que foi o grande organizador da segunda guerra pela libertação da ilha do domínio espanhol.
Assistiram embaixadores, pessoal diplomático, referentes de organizações políticas, sindicais e sociais, bem como membros do Movimento Argentino de Solidariedade com a ilha, acadêmicos e cubanos residentes na Argentina.
"Hoje, quando a direita opera para impulsionar uma restauração conservadora na América Latina o pensamento revolucionário, emancipador e integrador de Martí tem grande vigência", realçou Ramb, que afirmou que o líder independentista teve ideias muito avançadas para sua época.
Por sua vez, Batista realçou que o prócer cubano não só se exaltou por seu incansável ativismo revolucionário e latino-americanista, mas que sua prosa e poesia abriram o modernismo na literatura mundial, em tanto sua única obra teatral, Abdala, é referência da dramaturgia modernista.
O escritor argentino resumiu a prolífera obra jornalística e literária de Martí sobre quem destacou que se desempenhou também como representante consular de vários países latino-americanos, Argentina entre eles, ante o governo de Estados Unidos.
"Quando vemos as tentativas hoje por romper os avanços conseguidos na unidade e integração, temos que voltar a Martí", opinou Casaus, que destacou que o lutador independentista cubano se nutriu dos ideais redentores de Simón Bolívar, San Martín e Miguel Hidalgo.
Os três panelistas pontuaram suas exposições com frases, máximas, estrofas poéticas e fragmentos epistolares da abundante obra martiana.
Entre os presentes esteve Adonis Torres, titular da União de Residentes Cubanos na Argentina, que manifestou à Prensa Latina que um dos principais objetivos da comunidade que integra o agrupamento é precisamente recordar a Martí e o que significa seu pensamento e ideário para reforçar os sentimentos patrios.
O ato começou com a projeção de um fragmento do documento "Meu irmão Fidel" (1977) de Santiago Álvarez na que o líder histórico da revolução cubana recorda a Martí no meio da praia As Coloradas por onde desembarcou o Maestro para iniciar a gesta independentista de 1895.
O toque artístico contribuiu-o a dupla Karma, da nova canção cubana, que interpretou "Tempo Luminoso" e "Flui a Natureza".
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Realçam na Argentina vigência do pensamento de José Martí
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Prensa Latina
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