Tribunal panamenho exonera funcionários envolvidos em libertação de terroristas
Um tribunal panamenho absolveu três ex-funcionários do governo que tinham sido acusados de abuso de autoridade, ao libertarem, há cinco anos, quatro terroristas de origem cubana, incluindo o famoso Luis Posada Carriles.
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ACN
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Um tribunal panamenho absolveu três ex-funcionários do governo que tinham sido acusados de abuso de autoridade, ao libertarem, há cinco anos, quatro terroristas de origem cubana, incluindo o famoso Luis Posada Carriles.

Segundo o jornal Granma, o tribunal deliberou em favor de Arnulfo Escalona, ex-Ministro do Governo e Justiça; Carlos Bares, ex-chefe da Polícia Nacional, e Javier Tapia, antigo diretor-adjunto do Gabinete das Migrações.

O perdão concedido pela ex-presidenta Mireya Moscoso beneficiou quatro notórios terroristas: Luis Posada Carriles, Pedro Remón, Guillermo Novo e Gaspar Jiménez, que foram aprisionados, então, e deviam cumprir condenas de até oito anos por posse ilegal de explosivos, falsificação, e crimes contra a segurança pública.

Os quatro criminosos foram presos em 2000, após uma tentativa fracassada de assassinar ex-presidente cubano Fidel Castro durante uma Cimeira Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo que se realizou na capital panamenha.

Luis Posada Carriles é responsável por uma longa lista de ações criminosas que incluem a explosão em pleno vôo a meados de 1976 de um avião cubano. Como resultado morreram todas as 73 pessoas a bordo.

Em 2008, a Corte Suprema do Panamá revogou o perdão concedido pelo Moscoso dizendo que eram inconstitucionais.