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Venezuela: contragolpe popular
A Venezuela comemora hoje o oitavo aniversário do regresso ao poder do presidente Hugo Chávez, destituído dois dias antes por um golpe militar, com ações de incentivo à aliança cívico-militar que caracterizou aqueles fatos.
Fonte
Prensa Latina
Data
A Venezuela comemora hoje o oitavo aniversário do regresso ao poder do presidente Hugo Chávez, destituído dois dias antes por um golpe militar, com ações de incentivo à aliança cívico-militar que caracterizou aqueles fatos.
A juramentação, na avenida central Bolívar, de 34 mil milicianos pelo presidente Chávez simboliza o espírito daquelas ações quando a população junto a militares constitucionalistas resgatou o elo constitucional.
No dia 11 de abril de 2002 a oposição de direita liderada pelos grandes empresários, a cúpula da igreja católica e a direção da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas conseguiram retirar do Palácio Presidencial e aprisionar o presidente.
Ainda que tenham tentado justificar o golpe com um vazio de poder produzido depois das mortes cuja responsabilidade atribuíram a uma ordem de Chávez, a maioria da população não acreditou nos pretextos.
Milhares de venezuelanos lançaram-se às ruas, sobretudo vindo dos morros caraquenhos, os setores mais pobres, para exigir o regresso do presidente cujo triunfo representou uma esperança para milhões de pessoas tradicionalmente excluídas.
A notícia de que Chávez havia renunciado difundida pelos golpistas não desmobilizou a população que estava em um movimento ascendente ao qual se foram somando oficiais e militares de diferentes regiões do país.
O presidente venezuelano havia chegado ao Palácio de Miraflores com uma proposta de melhor distribuição da riqueza e mais justiça social frente à pobreza e derrotou a maquinaria dos partidos tradicionais dominantes por 40 anos.
Pese a pouca infra-estrutura proselitista, Chávez somou sua proposta de mudanças a um prestígio de honestidade e valentia ganho quando em fevereiro de 1992 liderou uma rebelião cívico-militar contra o então presidente Carlos Andrés Pérez.
Essa ação, longe do clássico golpe militar, foi percebida pela população como resposta a um regime que tinha dado as costas ao povo para aplicar uma política neoliberal condicionada aos interesses das empresas multinacionais.
A rejeição popular a essa política provocou em 1989 o Caracazo, quando a população protagonizou uma rebelião popular espontânea que concluiu com uma matança cujas dimensão não foram detalhadas até hoje.
Há oito anos do golpe de Estado, a comemoração realiza-se em meio a alertas de que setores golpistas e aliados estrangeiros continuam pensando em derrocar o presidente por meio da força.
Nesse sentido, as autoridades e líderes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) advertem sobre a necessidade de estarem preparados para a defesa, contexto no qual se impulsiona a formação de milícias populares.
Diante dos perigos, a presidenta da Assembleia Nacional, Cilia Flores, e outros dirigentes venezuelanos advertem que o governo e seus seguidores estão hoje muito melhor preparados que em 2002.
"Estamos preparados e a lealdade do povo é uma garantia para afirmar que aqui jamais voltarão a ocorrer golpes de Estado, greves patronais e 'guarimbas' (distúrbios)", afirmou Flores em um ato com motivo da data.
Na sua opinião, o espírito daquele 13 de abril de 2002, quando os golpistas abandonaram o Palácio Presidencial diante da avalanche popular, é que o povo segue reconhecendo Chávez como o líder de suas esperanças.
"A consciência de nosso povo representa uma fortaleza do processo revolucionário liderado pelo presidente, Hugo Chávez", opinou Flores, com relação ao dia que -disse- "o povo defendeu a revolução na rua, com a constituição na mão".
A juramentação, na avenida central Bolívar, de 34 mil milicianos pelo presidente Chávez simboliza o espírito daquelas ações quando a população junto a militares constitucionalistas resgatou o elo constitucional.
No dia 11 de abril de 2002 a oposição de direita liderada pelos grandes empresários, a cúpula da igreja católica e a direção da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas conseguiram retirar do Palácio Presidencial e aprisionar o presidente.
Ainda que tenham tentado justificar o golpe com um vazio de poder produzido depois das mortes cuja responsabilidade atribuíram a uma ordem de Chávez, a maioria da população não acreditou nos pretextos.
Milhares de venezuelanos lançaram-se às ruas, sobretudo vindo dos morros caraquenhos, os setores mais pobres, para exigir o regresso do presidente cujo triunfo representou uma esperança para milhões de pessoas tradicionalmente excluídas.
A notícia de que Chávez havia renunciado difundida pelos golpistas não desmobilizou a população que estava em um movimento ascendente ao qual se foram somando oficiais e militares de diferentes regiões do país.
O presidente venezuelano havia chegado ao Palácio de Miraflores com uma proposta de melhor distribuição da riqueza e mais justiça social frente à pobreza e derrotou a maquinaria dos partidos tradicionais dominantes por 40 anos.
Pese a pouca infra-estrutura proselitista, Chávez somou sua proposta de mudanças a um prestígio de honestidade e valentia ganho quando em fevereiro de 1992 liderou uma rebelião cívico-militar contra o então presidente Carlos Andrés Pérez.
Essa ação, longe do clássico golpe militar, foi percebida pela população como resposta a um regime que tinha dado as costas ao povo para aplicar uma política neoliberal condicionada aos interesses das empresas multinacionais.
A rejeição popular a essa política provocou em 1989 o Caracazo, quando a população protagonizou uma rebelião popular espontânea que concluiu com uma matança cujas dimensão não foram detalhadas até hoje.
Há oito anos do golpe de Estado, a comemoração realiza-se em meio a alertas de que setores golpistas e aliados estrangeiros continuam pensando em derrocar o presidente por meio da força.
Nesse sentido, as autoridades e líderes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) advertem sobre a necessidade de estarem preparados para a defesa, contexto no qual se impulsiona a formação de milícias populares.
Diante dos perigos, a presidenta da Assembleia Nacional, Cilia Flores, e outros dirigentes venezuelanos advertem que o governo e seus seguidores estão hoje muito melhor preparados que em 2002.
"Estamos preparados e a lealdade do povo é uma garantia para afirmar que aqui jamais voltarão a ocorrer golpes de Estado, greves patronais e 'guarimbas' (distúrbios)", afirmou Flores em um ato com motivo da data.
Na sua opinião, o espírito daquele 13 de abril de 2002, quando os golpistas abandonaram o Palácio Presidencial diante da avalanche popular, é que o povo segue reconhecendo Chávez como o líder de suas esperanças.
"A consciência de nosso povo representa uma fortaleza do processo revolucionário liderado pelo presidente, Hugo Chávez", opinou Flores, com relação ao dia que -disse- "o povo defendeu a revolução na rua, com a constituição na mão".
